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quinta-feira, maio 02, 2013

FUNDAMENTOS DA LUZ

Hoje absorto pela fulgência nascente da tua boca, acerquei-me do teu palácio arrebatado às ameias do teu corpo. Esse é o branco castelo da alegria que me é dada. O pranto escarlate, reverdecido na paisagem que os olhos contemplam, expandido nos rios que as mãos apreendem. 
Oriundos da tua boca, do sangue luminescente do teu flanco, são pássaros novos produzidos, aos bandos rendidos ao vento. 
Aí, mato a sede, aí possuo a terra.

Hoje é sempre hoje, na luz que se abriu, no lume do teu corpo feito pão.

Rui Miguel Duarte
08/04/13

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