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sábado, março 19, 2011

AO CAIR DO PANO

Seremos felizes, meu amor,
ao cair do pano
quando as gotas da chuva
ocultarem os olhos
às máscaras do mundo

ao despirmos o colo
da morte das palavras
que nos restam, que nos ficam
para além do acto, para além da dança

por trás da cena, onde o pássaro,
já desnudo de cordas,
principia o voo
seremos felizes, meu amor,
especialmente felizes

onde deixar de haver o cá e o lá
e se extinguirem bastidores
plateia e palco

ao cair do pano
ao tombar dos véus

19/03/11

2 comentários:

Sammis Reachers disse...

Bravo Rui, estou a divulgar poemas teus no Poesia Evangélica. Breve também em dois outros blogs, Cidadania Evangélica e Azul Caudal.

Mantenha a chama acesa meu amigo.

Graça, paz e poesia!

rui miguel duarte disse...

Obrigado, caro Sammis. Abraço fraterno apertado.