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sábado, fevereiro 23, 2013

Da historicidade de Jesus


Joseph Ratzinger, "Jesus da Nazaré" vol. 1, cap. 8, da historicidade de Jesus (a partir da versão francesa):

"… o grande escritor inglês Clive Staples Lewis, após ler uma obra em doze volumes sobre os mitos em questão [da morte e ressurreição dos deuses das colheitas e do pão], chegara à conclusão que este Jesus, que tomara o pão nas mãos com as palavras «este é o meu corpo», não era mais do que um destes reis do trigo que davam a sua vida em prol da vida do mundo. Certo dia, porém, no decurso de uma conversa, ouviu de um ateu inveterado que as provas que atestavam a
historicidade dos Evangelhos eram surpreendentemente boas.
E ocorreu-lhe à mente a seguinte ideia: «Estranho. Toda esta cena do Deus que morre, dir-se-ai que ocorreu uma vez.»
Sim, ocorreu verdadeiramente. Jesus não é um mito, é um homem de carne e sangue, uma presença real na história. Podemos seguir os caminhos que ele empreendeu. Podemos ouvir as suas palavras graças às testemunhas. Ele morreu e ressuscitou. O mistério da paixão do pão, por assim dizer, esperou por ele, virou-se para ele, e os mitos esperaram por ele, ele, em quem a esperança se tornou realidade."

Nas palavras de C. S. Lewis, "the myth that came true".

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