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quarta-feira, dezembro 16, 2009

O TROTE

O tenro corpo
firmado na sela
Uma pequena mão adestrando pela rédea
o minúsculo grão de ar
da apreensão e do espanto

A outra mão não se retém
de pousar uma festinha
no enriçado da crina

E a menina trota
trota o pónei
gentil

A vozinha canta uma ordem
e o pachorrento bojo da montada
desliza sobre os cascos
num chão de seda

E a menina trota
trota o pónei
suave

Nesse trote que podia
tornar-se galope
embrenhar florestas e rasar planícies
contornar vales e transpor penhascos
ou riscar uma nuvem no espaço
mas que trota e risca apenas
a abóbada do nosso olhar

11/12/09

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