quinta-feira, agosto 03, 2006

Cinderela dos dias de hoje, do Vítor Mota

Uma versão moderna do imortal conto, do blog do Vítor Mota. Não sei se é dele ou de outrem, mas merece um lugar numa antologia de prosa bué. Bom também para usar em aulas de português de 2º ciclo. Daaahhhh!! para quem não ler.

«Cinderela para os dias de hoje

" Há bué da time, havia uma garina cujo cota já tinha esticado o pernil e que vivia com a chunga da madrasta e as melgas das filhas dela.
A Cinderela (Cindy p'ós amigos), parecia que vivia na prisa, sem tempo p'ra sequer enviar uns mails. Com este desatino todo, só lhe apetecia dar de frosques, porque a madrasta fazia-lhe bué da cenas. É então que a Cindy fica a saber da alta desbunda que ia acontecer: Uma rave!!! A gaja curtiu tótil a ideia, mas as outras chavalas cortaram-lhe as bases. Ela ficou completamente passada, mas depois de andar à toa durante um coche, apareceu-lhe uma fada baril que lhe abichou uma farda baita bacana, ela ficou a parecer uma g'anda febra. Só que ela só se podia afiambrar da cena até ao bater das 12. Tás a ver, meu
A tipa mordeu o esquema e foi para a borga sempre a bombar.
Ao entrar na party topou um mano cheio da papel, que era bom comó milho e que também a galou logo ali. Aí a Cindy, passou-se dos carretos, desbundaram "ól naite long", até que ao ouvir as 12, ela teve de se axandrar e bazou. O mitra ficou completamente abardinado quando ela deu de frosques e foi atrás dela, mas só encontrou pelo caminho o chanato da dama. No dia seguinte, com uma alta fezada, meteu-se nos calcantes e foi à procura de um chispe que entrasse no chanato.Como era um ganda cromo, teve uma vaca descomunal e encontrou a maluca, para grande desatino das outras fatelas que ficaram a anhar."

Fim: Tá-se bem.»

sexta-feira, julho 28, 2006

Sementes do Reino

Tenho andado um pouco ansioso por ainda não ter meio de sustento em França ou no Luxemburgo. Entreguei currículos em escolas privadas e ainda nenhuma resposta. Enviei e-mail com currículo para o Centro Cultural Português no Luxemburgo (Instituto Camões) e nenhuma resposta. Pretende concorrer a uma bolsa de pós-doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), normalmente abertas em permanência, mas agora fechadas e que — dizem-me — só deverão reabrir perto do fim do ano, sendo que, na melhor das hipótese, só lá para Março ou Abril as bolsas seriam atribuídas. Em Agosto, receberei o último vencimento pela escola, faltando ainda duodécimos do 13º mês.
Tenho lutado comigo mesmo por causa disto. A Cristina procura aquietar-me: não está preocupada, confia em Deus. E, com efeito, até aqui Ele sempre deu cumpriu a sua provisão e não me faltou trabalho, nem alguma vez me vi em especial crise de fé por tal. E Jesus bem adverte: a preocupação não acrescenta um centímetro à nossa estatura (Mat. 6:27)!
Porém, na minha carne — na minha humanidade —, a luta declarava-se, e cabia-me discipliná-la, pela determinação em confiar no cuidado do Pai. Pensava, meditava o que poderia eu semear de especial para a tão desejada colheita. Ontem à noite, mais uma vez, fomos à reunião de oração na nossa igreja no Luxemburgo. Como sempre, iniciou-se com estudo bíblico sobre um tema. Ontem, Constituição do Reino.
Uma das leis da Constituição do Reino é precisamente o da sementeira e colheita. Tanto mais quando se semeia no Reino de Deus. Prov. 19:17 Deus diz-nos que a dávida ao pobre ou necessitado é, na realidade, empréstimo ao próprio Deus, que paga com juros altíssimos. Jesus fala no cêntuplo (Marc. 10:29-31)! A viúva de Sarepta (1 Reis 17) foi um desses casos: embora pobre e prestes a morrer à fome com seu filho, seguiu o que o Senhor a inspirara a fazer: do que não tinha para si mesma, sustentou outro pobre, que vivia de ofertas, o profeta Elias. E para si granjeou a gratidão de Deus, conforme a Sua promessa. Imagine-se alguém que tem 700 €, faltando-lhe 800 € para o pagamento de uma dívida de 1500 €. Aparece outra pessoa, que precisa precisamente, e com urgência, desses 700 €. Que fará a primeira pessoa? Pode ou não ser uma oportunidade que Deus lhe dá e a que a convoca para abençoar outrem? E quem abençoa será abençoado. A quem dá será dado: "boa medida, recalcada, sacudida e transbordante". Quem abençoa está, em última análise, a abençoar a si mesmo.
Estes são princípios instituídos por Deus, e que parecem funcionar universalmente, como as leis da física. Mesmo com homens e mulheres perdidos, ímpios, que não conhecem a salvação em Cristo Jesus. A sabedoria secular, humanista, reconhece-os, e pregam-na os inúmeros "powerpoints" que circulam nos e-mails, como se fosse a última descoberta da sabeoria humana. Os Judeus, apesar de não salvos, têm prosperado ao longo de séculos porquê? Não será por aplicarem esses princípios, exarados nas Torah, na Lei, nos Salmos, nos Profetas e outros escritos, no conjunto dos livros que constituem o nosso Antigo Testamento?

Quanto a mim, o estudo de ontem tranquilamente veio ao encontro dos meus cuidados. Renovou-me o entendimento, relembrou-me princípios conhecidos, restituiu-me alguma calma ao coração, alimentou-me a fé e trouxe-me de volta ao terreno conhecido, embora não sempre e persistentemente trilhado, da confiança e descanso em Deus.

Para já, ocupo-me a descansar, avançar o trabalho de revisão e tradução do Antigo Testamento no âmbito da comissão da tradução interconfessional em português corrente "A Boa Nova" da Sociedade Bíblica, de que faço parte, e penso na tradução de parte da minha tese para publicação. E, enquanto a Cristina vai trabalhar, faço de "dono-de-casa" e "baby-sitter" da sua filha mais nova. E divirto-me nestas primeiras semanas de casamento.

Que vida abundante! E a abundância consiste precisamente em fazer render ao máximo o talento recebido e viver o mal (e o bem) próprio de cada dia, com o recurso adicional da alegria de Deus introduzida no nosso espírito pelo Seu Espírito.

quarta-feira, julho 19, 2006

Fico assim sem ti

Avião sem asa,
Fogueira sem brasa
Sou eu assim sem ti
Futebol sem bola
Cowboy sem pistola
Sou eu assim sem ti

Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo o instante
Nem mil altifalantes
vão poder falar por mim

Amor sem beijinho
Chelsea sem Mourinho
Sou eu assim sem ti
Bacalhau sem nata
Leitão sem batata
Sou eu assim sem ti

Estou louco pra me pôr a andar
Estou louco pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração

Eu não existo longe de ti
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas
Pra poder te ver
Mas o relógio está de mal comigo
Porquê? Porquê?

Queijo sem fiambre
França sem Zidane 
Sou eu assim sem ti
Carro sem estrada
Cachorro sem mostarda
Sou eu assim sem ti

Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo o instante
Nem mil altifalantes 
vão poder falar por mim

Eu não existo longe de ti
E a solidão foi o meu pior castigo
Contei as horas pra poder te ver
Mas já o relógio está de bem comigo


Versão adaptada da canção "Fico assim sem você" de Adrianda Calcanhoto, dedicada em absoluta estreia mundial à minha esposa, em plena boda

segunda-feira, julho 17, 2006

"Highlights" do casamento de Cristina e Rui — CCVA Aveiro 8 de Julho de 2006

















A todos os amigos e visitantes bloggers que me desejaram felicidades a mim e à minha esposa, retribuo com votos de uma colheita de cem para cada grão semeado.
A partir de agora, e aos poucos, voltarei a cuidar deste espaço bem como a visitar os meus congéneros.

Bem hajam e bênçãos de Deus.

quinta-feira, julho 06, 2006

Licença de casamento

Estarei brevemente ausente, por bons motivos: licença de casamento. Lá para dia 16 estarei de volta, a partir de Saulnes, França.
Bênçãos a todos.

domingo, julho 02, 2006

Cheiro de Cristo na relva

Lúcio

A selecção brasileira de futebol foi eliminada do Campeonato do Mundo, sem brilho nem glória. Porém, se a sua prestação foi decepcionante desportivamente, não o foi de todo nesse plano felizmente tão valorizado como o do jogo limpo, em inglês fair play.
Boa parte dos jogadores brasileiros é cristã. Assim costuma ser. Um deles, Lúcio, jogador do Bayern de Munique, perfez até ao jogo de ontem, com a França, 386 minutos sem fazer uma falta, batendo por 3 m o anterior máximo que pertencia ao paraguaio Carlos Gamarra, desde o Mundial de 1998. Cometeu uma falta aos 26 sobre Thierry Henry e aos 75 outra mereceu-lhe cartão amarelo. Como não vi o jogo, não sei que razões houve para a mostragem do cartão. Telvez tenha sido uma daquelas faltas não necessariamente violentas mas necessárias para parar o avanço perigoso de um adversário…
Merece, em todo o caso, os parabéns, para a glória de Cristo Jesus, por este record.

sexta-feira, junho 23, 2006

Novo blog "Hermeneuma"

Caros bloggers,
É com agrado que assinalo um novo espaço de referência neste domínio: Hermeneuma. É propriedade de Manuel Alexandre Júnior, professor catedrático de estudos clássicos da Faculdades de Letras de Lisboa e pastor da Igreja Baptista da Amadora, uma das figuras mais conhecedoras do grego antigo e de hermenêutica bíblica e membro da Comissão de revisão da tradução interconfessional da Bíblia em português corrente "A Boa Nova", criada na Sociedade Bíblica (equipa a que também me honro de pertencer). Meu professor na licenciatura, orientador da minha tese de doutoramento e meu amigo.
Este novo espaço centrar-se-á na interpretação de temas bíblicos e na reflexão sobre questões de doutrina e vida cristã.
A compulsar.

sexta-feira, junho 16, 2006

Avaliação dos professores 3




O gabinete do Ministério, com a proposta de revisão do Estatuto em que essa modalidade de avaliação se insere, reedita a fábula do Capuchinho Vermelho e leva-a à prática.
O Capuchinho é o aluno, inocente, puro e essencialmente bom, potencial vítima da cruel voracidade do lobo mau e outros perigos da floresta.
A mãe e a avó representam a família, humilde, de honestíssimas e nobilíssimas pessoas de bem.
O lobo mau é o professor, voraz, absolutamente perverso.
O caçador… é a própria Ministra e seus secretários de Estado, justiceiros felizmente chegados em pronto auxílio e salvação, mesmo se quase no limite de o degenerado lobo consumar a sua cruel obra de devorar Capunhinho e sua família, negando-lhe qualquer possibilidade de futuro.

Avaliação dos professores 2


"Ridendo castigat mores", como disse Ovídio (Com o riso, o humor se castigam os costumes).

Ou, nas palavras de Cícero, "O tempora! O mores!" (Ó tempos! Ó costumes!)

E que costumes, estes. O que lembra à mente iluminada da Sra. Ministra da Educação e do seu gabinete de igualmente iluminados teria mais piada e seria mais original como humor do que a célebre rábula da guerra do Raul Solnado, se não fosse infelizmente verdade.
Tornaremos a esta questão.

domingo, junho 11, 2006

PORTUGAL




Não sou dos que põem bandeirinhas na janela ou na antena de casa do carro, ou que vistam uma bandeira ou uma camisola da selecção, ou que pintem o rosto de verde-rubro. Não alinho nisso, pois, em minha opinião, se não estou no estádio de futebol, a minha identificação com a tribo da selecção nacional de futebol mediante marcas extreriores não fará sentido. Nem tão pouco traz qualquer mais-valia à prestação dos jogadores que nos representam, pois não sou supersticioso.
Outra razão prende-se com a hegemonia do futebol nos afectos nacionais. Deixo claro que gosto de futebol, mas questiono por que razão esse gesto não se estende ao apoio a outras modalidades desportivas ou a outras áreas em que deveríamos ter motivo de orgulho pátrio — justificado pelos factos ou como mera aspiração: a nossa literatura, a nossa língua, a nossa cultura, a nossa ciência, o nosso bem ordenado território, sem a pressão e império do imobiliário, a nossa cultura cívica, o nossso eficaz e justo sistema fiscal, os nossos honrados e competentes políticos, as nossas estradas bem feitas, em que raramente os buracos se rasgam ou acidentes ocorrem. Para não falar do nosso bom clima.
Ser português só quando joga a selecção nacional é bem pouco. Não fomos campeões da Europa; sê-lo-emos do Mundo? Ser português, trabalhar para a prosperidade nacional é de todos os dias, em todas as actividades.
Ainda assim, estou de coração com a selecção portuguesa de futebol, baterei palmas, saltarei e gritarei de alegria com cada golo que os nossos jogadores marcarem, na esperança de que assim seja até 9 de Julho em Berlim!

sexta-feira, junho 09, 2006

Avaliação dos professores

Mais um cartoon, lúcido e cómico como os bons cartoons, sobre a nova proposta de avaliação dos professores.

segunda-feira, junho 05, 2006

Tese de doutoramento 3

Aprovado por unanimidade, nota máxima em Aveiro. Com algumas observações, entre as críticas construtivas e sugestões de aperfeiçoamento e para reflexão, e não sem vários elogios e conselhos para procurar publicação, e ainda com a vitória da segurança e do à-vontade de quem sabia do que falava sobre o nervoso miudinho, num tom de conversa, se passaram três horas. Antes de encerrar os trabalhos para o júri se reunir, já o presidente me felicitava pela minha segurança, apesar de ele nada perceber das matérias em apreço, pois só cumpria a tarefa de presidir em representação da Reitora.
O calor era muito. E a transpiração também.

sexta-feira, junho 02, 2006

Consolo

Cito da Vilma, de uma sua página mais intimista:

Obrigada...
Repito tantas vezes a palavra "Obrigada!" que pode parecer até estranho.
Mas é o que sinto dentro de mim.
Sinto-me tão abençoada por ti Pai...
Passar pelo que passo neste momento contigo, é viver o Salmo 23 literalmente!
E pode parecer absurdo, mas agradeço pelo que estou a viver.
Porque te tenho experimentado mais ainda...
Como passar isso a quem não te tem?
Não dá... porque pelo entendimento humano não dá.
Só vivendo e experimentando.
Por isso não me canso:
OBRIGADA! OBRIGADA! OBRIGADA!

Comento eu:
Sem comentários. Não se explica humanamente. Só provando. O common sense sugeriria que se revoltasse, como fez a mulher de Job:
— Ainda louvas a Deus? Se Deus existisse não teria deixado que isso te acontecesse! Deixa-te dessas coisas de Deus. Morreu ele, morrerás tu também! Manda esse tal Deus às urtigas! Sê realista. Não há outro sentido!
Ou aconselharia a prudência da estóica resignação, temperada por lugares comuns prontos-a-usar e próprios dessas ocasiões:
— Paciência, filha. A vida é assim: são dois dias, e nós não somos nada.
Pois, aparentemente não.
Mas é desse aparente nonsense que Deus faz good sense.

Tese de doutoramento 2

Se houver curiosos… nos vos deixarei na expectativa:
E o veredicto foi… Aprovado por unanimidade.
Depois contarei pormenores.

quarta-feira, maio 31, 2006

O dia 1 de Junho e outros dias que se seguirão



É já amanhã, 5ª feira, 1 de Junho, a minha defesa de tese de doutoramento. Será na sala de actos da Reitoria da Universidade de Aveiro, pelas 15 horas.
Um certo nervoso… Mas que é isso? O Senhor é a minha calma.

Depois disso, e finda também a profissionalização, mais disponibilidade para acompanhar o trabalho dos alunos. E para a preparação do meu casamento, que será a 8 de Julho — dia santo, dia alegre e feliz que fez o Senhor!

quinta-feira, maio 25, 2006

Petição — Línguas Clássicas

O actual governo de Portugal tem norteado a sua actuação por critérios eminentemente economicistas, o que amiúde é sinónimo de insensatez. Tal insensatez, porém, não é exclusiva de Portugal, pois soluções semelhantes foram tentadas noutros países, e com resultados nefastos.
Refiro-me à intenção de fechar cursos universitários com um número de alunos abaixo de um mínimo. Tal não seria de todo negativo, se entre tais cursos não estivessem as Línguas e Literatura Clássicas.
Por ser uma área estruturante da identidade cultural europeia e portuguesa, tal possibilidade torna-se particularmente grave. Se se concretizar, dá-se um passo de gigante no sentido de remover da memória dos Portugueses uma importante componente dos seus fundamentos e razão de ser cultural, histórica e cívica. Isto a par do progessivo afastamento da sociedade europeia de Cristo, ou, pelo menos, de uma referência espiritual e ética cristãs.
Noto que no domínio das línguas clássicas existem docente e investigadores de renome internacional.

Apelo, assim, a todos os leitores deste blog a leitura da petição e a assinatura da mesma na ligação abaixo, se com ela concordarem. E peço também a divulgação da iniciativa.
Obrigado

Petição em favor das línguas clássicas.

quarta-feira, maio 17, 2006

Pelas tantas da noite… tertúlia do Altíssimo

Estou a trabalhar pelas tantas da noite, 2 da manhã (coisa que já é rara — devo estar a mudar o relógio biológico em preparação para a vida conjugal) mudo de canal para a TVGalícia e está a passar um programa cristão evangélico ("Nacer de novo"). O formato é simples: um apresentador, um convidado, uma conversa em volta de uma Escritura, um assunto. Hoje, a mensagem de liberdade da Carta aos Gálatas. Breve interrupção para três testemunhos. Volta o pastor, disserta livremente a partir da mensagem da carta. Apelo.
Uma canção por Marcos Witt ao vivo.
Já antes tinha descoberto este programa, certa noite, embora o tenha apanhado já nos últimos minutos. Passa apenas na madrugada de 3ª para 4ª.
Uma tertúlia simples, mas um abrigo. Na Galiza, são já 3:20. Quem verá o programa? Os noctívagos galegos e os do norte de Portugal que parem e tomem um café nesta tertúlia, não um café arábica, mas um mais excelente, com sabor a Cristo.

Nacer de novo

sexta-feira, maio 12, 2006

O Código Da Vinci


Para os interessados, um pequeno folheto sobre a grandessíssima ficção e mistificação que é o enredo, tanto o alegadamente histórico como o propriamente romanesco, da história de Dan Brown et alii, no sítio do
GBU.

Abraços.

segunda-feira, maio 01, 2006

Nadir Afonso


  • Nadir Afonso
  • , pintor natural de Chaves e que dá nome à escola em que actualmente exerço.

    sexta-feira, março 31, 2006

    Arca de Noé


    Recentemente, foi anunciada a descoberta do local onde teria encalhado a arca de Noé, no monte Ararat, na Turquia. Há uma formação geológica que corresponderia à forma e às dimensões do grande navio.
    Esta descoberta, porém, não é nova. Haverá até vários locais com forma de navio, e muitos outros achados arqueológicos que compravariam a teoria.
    A questão, no entanto, não é pacífica. Desde logo pelo texto bíblico, que afirma, mais rigorosamente, que a arca encalhou "na região de Ararat", e não precisamente "no monte Aratat". Aratar seria forma alterada de Urartu, um antigo nome da região.
    Um portal insuspeito como o cristão e de ciência criacionista Answers in Genesis, o melhor que conheço no domínio, faz uma análise profunda das alegadas provas, concluindo que estas não cumprem esse propósito de provar e que não escapam a um escrutínio científico cuidado. A tal formação geológica naviforme não se revelou senão após um sismo em 1948, tendo o seu relevo aumentado na sequência de outro sismo, em 1978. E há dois picos vulcânicos Ararat, um maior e outro menor. É antes presumível que a Arca tivesse, passados milhares de anos, sido destruída, por mão humana ou pela erosão. Além disso, não há necessidade biblicamente sustentada para que a Arca tivesse sido preservada como prova de fé.
    Devemos ser sensatos e evitar o fanatismo cego na proclamação das nossas convicções face à verdade e veracidade da Bíblia. Como concluem os autores — e não resisto a citar (traduzindo do original inglês) —: "como cristãos necessitamos de constantemente exercitar a devida cautela perante alegações que se façam, e todas as alegações devem sempre ser submetidas ao mais rigoroso escrutínio científico." Deste modo, e por outro lado, não fica afastada a hipótese de a Arca ter realmente atracado naquela região; simplesmente, não naquele local, daquela forma e com aqueles indícios.