«Da próxima vez que você se preparar para trabalhar nalgum projecto importante (seja ele qual for), antes de seleccionar os materiais a serem usados e decidir qual será sua abordagem, tente fazer uma pausa pelo tempo suficiente que lhe permita ter uma visão de longo prazo. Pergunte-se: "Como posso fazer isto durar por séculos, ao invés de apenas décadas?"
Alguém fez uma afirmação ousada ao dizer que neste mundo apenas duas coisas vão durar para sempre: a Palavra de Deus e as pessoas. Tudo o mais eventualmente vai deteriorar-se e desaparecer. Se esta afirmação é verdadeira, se você quiser mesmo exercer um impacto que venha durar séculos, talvez seja sábio investir mais do seu tempo buscando aquilo que beneficie e melhore a vida das pessoas. Em João 15:16 Jesus disse: "...Eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça…"»
In Momentos de Integridade com Rick Boxx (ASPEC - Reflexões da semana 27 de Fevereiro)
Nova vida, abundante vida, tudo quanto pode proporcionar um encontro pessoal e radical com uma pessoa especial. A contracultura da nova criação, em Jesus Cristo. N.B.: Este blog está em desacordo com o chamado novo acordo ortográfico de 1990.
domingo, março 12, 2006
terça-feira, fevereiro 28, 2006
Instinto materno
No noticiário das 13h de hoje da RTP, uma das notícias dizia respeito a uma cadela pastor-alemão que adoptara como filhos dois porquinhos, amamentando-os.
O caso passa-se em Vila Verde, Portugal. A cadela e uma mãe porca deram ambas à luz na mesma noite. Como a ninhada da porca era maior do que a sua capacidade de amamentação (11 tetas) e como a cria da cadela não sobrevivera, os donos de ambos os animais retiraram dois porquinhos e colocaram-na junto da cadela, a ver o que dava. E a cadela aceitou-os como filhos. Os donos prometem que esses dois porquinhos serão especiais e que não os hão-de matar, só morrerão de velhos!
Já não é novidade a adopção entre espécies diferentes. Mas são casos que, a nós sere humanos, ainda nos causa maravilhoso espanto. Porquê? Talvez pelo contraste de comportamentos. Muitas vezes ainda se faz selecção de cor de pele quando se trata de adoptar crianças. E vão abundando as notícias de pais e mães naturais que abandonam, maltratam e molestam sexualmente os próprios filhos, mesmo bebés. Isaías 49:16 certifica esse facto.
Numa aula de Psicologia da Educação, do curso de Profissionalização em Serviço que estou a fazer na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o professor apresentou uma série de lugares comuns sobre o comportamento humano e convidou-nos a pronuciarmo-nos sobre os que achávamos verdadeiros e falsos. Um deles era sobre o instinto materno no ser humano. Assim, ao contrário do que comummente se pensaria, o instinto materno seria inexistente no ser humano, mas herdado geneticamente nos animais. No ser humano, seria um comportamento adquirido.
Face aos casos expostos, não será verdeira esta conclusão? Suponho que esta se baseia em estudos sobre o comportamento das espécies, e não numa simples especulação filosófica. Será que o pecado, a velha doutrina bíblica fora de moda segundo a qual o homem é um ser tendencial e prevalentemente degenerado é suficiente para explicar tudo isto? Estou inclinado a responder afirmativamente.
Mães e pais que lerem este texto, pronunciem-se.
O caso passa-se em Vila Verde, Portugal. A cadela e uma mãe porca deram ambas à luz na mesma noite. Como a ninhada da porca era maior do que a sua capacidade de amamentação (11 tetas) e como a cria da cadela não sobrevivera, os donos de ambos os animais retiraram dois porquinhos e colocaram-na junto da cadela, a ver o que dava. E a cadela aceitou-os como filhos. Os donos prometem que esses dois porquinhos serão especiais e que não os hão-de matar, só morrerão de velhos!
Já não é novidade a adopção entre espécies diferentes. Mas são casos que, a nós sere humanos, ainda nos causa maravilhoso espanto. Porquê? Talvez pelo contraste de comportamentos. Muitas vezes ainda se faz selecção de cor de pele quando se trata de adoptar crianças. E vão abundando as notícias de pais e mães naturais que abandonam, maltratam e molestam sexualmente os próprios filhos, mesmo bebés. Isaías 49:16 certifica esse facto.
Numa aula de Psicologia da Educação, do curso de Profissionalização em Serviço que estou a fazer na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o professor apresentou uma série de lugares comuns sobre o comportamento humano e convidou-nos a pronuciarmo-nos sobre os que achávamos verdadeiros e falsos. Um deles era sobre o instinto materno no ser humano. Assim, ao contrário do que comummente se pensaria, o instinto materno seria inexistente no ser humano, mas herdado geneticamente nos animais. No ser humano, seria um comportamento adquirido.
Face aos casos expostos, não será verdeira esta conclusão? Suponho que esta se baseia em estudos sobre o comportamento das espécies, e não numa simples especulação filosófica. Será que o pecado, a velha doutrina bíblica fora de moda segundo a qual o homem é um ser tendencial e prevalentemente degenerado é suficiente para explicar tudo isto? Estou inclinado a responder afirmativamente.
Mães e pais que lerem este texto, pronunciem-se.
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Tese de doutoramento
Vem aí a defesa da minha tese de doutoramento. Está marcada para dia 1 de Junho. É dia da criança. Pois é, tem tudo a ver: esse é o dia do doloroso parto de um novo bebé, a minha tese :)
sábado, fevereiro 18, 2006
Verdade?!
Tenho ouvido dizer a sábios e pensadores que devemos temer ou evitar aqueles que dizem ser a sua convicção a verdade.
Eu, que de sábio pouco considero ter, perguntarei: que mal há nisso? que mal há em aspirar à verdade? Teremos de nos conformar com uma síndroma de Pôncio Pilatos, aquele que perguntou a Jesus o que era a verdade, querendo com isso duvidar da verdade, de todas as verdades, ou querendo negar-lhe e secá-la do absoluto e aceitando-a ao concurso das coisas meramente relativas e contingentes, como relativista e de contingência era o mundo nesses dias? Um homem cuja verdade consistia em prestar contas ao imperador de Roma da manutenção da ordem na província que lhe fora confiado superintender (conforme a interpretação de A Paixão de Cristo de Mel Gibson)?
Há realmente perigo nos donos da verdade?
Mas afinal, quem se acha dono da verdade? Eu não, e no entanto temos convicções enraizadas e creio em absolutos, que estes não são mera abstracção ou utopia.
Eu não sou dono da verdade. A Verdade, sim, é que é minha dona.
Eu, que de sábio pouco considero ter, perguntarei: que mal há nisso? que mal há em aspirar à verdade? Teremos de nos conformar com uma síndroma de Pôncio Pilatos, aquele que perguntou a Jesus o que era a verdade, querendo com isso duvidar da verdade, de todas as verdades, ou querendo negar-lhe e secá-la do absoluto e aceitando-a ao concurso das coisas meramente relativas e contingentes, como relativista e de contingência era o mundo nesses dias? Um homem cuja verdade consistia em prestar contas ao imperador de Roma da manutenção da ordem na província que lhe fora confiado superintender (conforme a interpretação de A Paixão de Cristo de Mel Gibson)?
Há realmente perigo nos donos da verdade?
Mas afinal, quem se acha dono da verdade? Eu não, e no entanto temos convicções enraizadas e creio em absolutos, que estes não são mera abstracção ou utopia.
Eu não sou dono da verdade. A Verdade, sim, é que é minha dona.
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
A Justiça merece confiança!
Quantas vezes os Portugueses desesperam contra a justiça — e com razão. Porém, afirmo que vale a pena confiar na justiça. Não o digo por mero wishful thinking, por crença humanista de que os valores ainda são o que são e que estão acima das conveniências e das fintas que os homens lhes dão. Afirmo por saber que há níveis de justiça e por saber que se pode apelar a um nível superior quando um inferior e comum eventualmente falha, ou não faz a justiça que esperamos, assistindo-nos a razão. Deus, não outro, é esse nível superior de justiça — o Juiz do Supremo Tribunal de Justiça do Universo. O advogado que nos pode assitar — Jesus.
No dia 2 deste mês foi o julgamento, da acusação deduzida contra um casal de pais e encarregados de educação de um aluno que tive, por agressão e ameaça contra mim, a 21 de Abril do ano passado, no âmbito das minhas funções como director de turma do filho, entre 2003 e 2005, e por desagrado deles relativamente à minha actuação nessas funções. Foi o caso que apliquei, juntamente com o Conselho Executivo da EB 2,3 onde exercia, um castigo a esse aluno e a outros cinco por, na sequência de uma brincadeira de que resultou um vidro partido. O castigo consistia não só em pagar solidariamente o vidro, mas também a cumprir um serviço cívico na escola.
Ora, o aluno, com a cumplicidade dos pais, recusava-se a sujeitar-se às regras da escola. Certo tarde, ao fim das aulas, repreendi o aluno por se insistir em fugir às suas responsabilidade, pois os colegas estavam a cumprir o castigo. Diante da professora de Educ. Física (a última aula do dia), disse-lhe que, por minha vontade, ele cumpriria de imediato o castigo e que este teria prioridade sobre o treino de futebol (1º obrigações depois as devoções). O aluno reagiu com rispidez e acto contínuo telefonou para o pai a dizer que eu não o queria deixar sair da escola. Por minha parte, continuei a conversar com a minha colega, após o que saí.
Estava sem carro, e ao dirigir-me a pé para casa, os pais desse aluno passam por mim, abordam-me, com má educação, insistindo em argumentar comigo, e a mãe acaba por me dar uma bofetada, embora sem me causar dor. E recebi ainda ameaças do marido, que sabiam onde eu morava. Sempre os procurei chamar à razão, observando que assuntos de escola se tratam na escola, e aconselhando-os a ponderar o tipo de educação que davam ao filho. Reagi com o sangue frio que me foi possível. Fiz-lhes saber que apresentaria queixa deles, ao que o casal manifestou a arrogante confiança de não haver testemunhas, replicando que eu é que tinha de me tinha aproximado da senhora para a agredir. O acto não me surpreendeu, pois já desde o ano anterior ouvia, de alunos e pais, não só do filho como do próprio pai, que um dia este me faria uma espera. Só me surpreendeu a autoria, pois não esperei que o extremo acto partisse da parte da senhora, e não do marido.
Já foi excelente que acusação tivesse sido deduzida — pois, segundo a advogada do meu sindicato, seria de prever arquivamento por não haver testemunhas do acto, uma vez que, em caso de dúvida, decide-se a favor do réu. Melhor ainda, a celeridade, contrariamente ao habitual. Na sequência da dedução de acusação, a advogada oficiosa de defesa propôs um acordo de desistência da minha parte, contra um pedido de desculpas dos arguidos perante a juiz. Desde o início era a minha pretensão. No entanto, dado o facto de eu ser funcionário público, o crime tornava-se qualificado e a juiz não admitiu, face à lei, a desistência, tornando-se necessário o julgamento.
A poucos minutos do início da audiência, a advogada tenta novo acordo comigo: desistência da acusação de ameaça, ficando em julgamento apenas a agressão e a mãe do aluno. Normalmente é com dificuldade que digo não a um vendedor, pelo que hesitei um pouco. Quis saber o que eu ficaria a ganhar com essa desistência, visto que esperava a responsabilização dos arguidos pelos dois crimes e que as suas consciências os acusassem de ambos os crimes, e não de apenas um, o que de contráeio se traduziria num acto de sacudir água do capote. Nisto, intrometeu-se na conversa a procuradora adjunta do Ministério Público:
— O Sr. Dr. não tem de desistir de nada.
A advogada de defesa tentou argumentar que eu poderia optar por essa desistência, mas a procuradora insistiu. Bendita intromissão: mantive ambas as acusações e fomos para julgamento.
No julgamento em si, prestei declarações como testemunha, sendo o autor (acusador) o Ministério Público. A colega de Educ. Física confirmou que não prendi o aluno. Alunas confirmaram as bravatas do filho e as bocas do pai. O crime foi considerado qualificado, tanto mais porque contra um docente, funcionário público/administrativo. Contei o que se passou. Os arguidos, que inicialmente tinham sido aconselhados pela advogada oficiosa a pedir acordo e posteriormente a não prestar declarações, acabaram por prestá-las, negando que tenham feito alguma coisa, e alegando que que só conversaram comigo e que eu havia impedido o filho de sair da escola por alguns minutos. Afinal — perguntei-me — queriam um acordo em que supostamente me pediriam desculpa, mas de quê? Por não terem feito nada? Por terem levantado a voz comigo? Graças a Deus que não desisti de nenhuma acusação.
No fim pedi à procuradora adjunta que me informasse da sentença, marcada para uma semana depois. Estava algo incomodado pelas mentiras dessas pessoas. Mais uma vez, estou certo de que ela foi intrumento de Deus, com o conselho de não pensar nem mais um minuto nesse assunto, pois o meu testemunho fora, pelo menos em seu parecer, credível.
Este conselho sossegou-me, e entrei no repouso de Deus. Durante todo o processo, fiz o que deveria como filho de Deus: perdoei a essa família, confiei o caso a Deus, abençoei-os e pedi-Lhe que pusesse as suas consciências em carne viva, de forma a torná-las aptas a misericórida de Deus. Humanamente, estava algo inquieto, sentira-me um tanto incomodado, mas nunca amedrontado. Decidi confiar no meu Pai, e que Ele me faria Justiça, através da justiça humana. Mesmo que os arguidos fossem absolvidos, sabia que compareceriam diante do Supremo Tribunal do Senhor. Mais ainda, que colheriam o que semearam: o filho aprendendo dos pais o exemplo de que a mentira, a arrogância, a rebeldia, má educação, a patifaria são perfeitamente legítimas, e que isso um dia reverterá contra eles mesmos, e da parte do filho cujos golpes tanto amparam. Nada de novo, pois tantas e tantas vezes é assim. Tinha a convicção de que essas pessoas se haviam metido injustamente com a pessoa errada — um filho de Deus. Com efeito, a Deus pertence a vingança — tornou-se o meu lema.
Na semana de espera pela decisão judicial, ao falar com Deus sobre o assunto, ocorreu à minha mente um lugar em Provérbios, em que se diz algo como isto isto: que o tolo provoca dano e se embaraça com as palavras que profere da sua prória boca. Será talvez 18:7. Ganhei a certeza de que Deus agiria através daquela juiz. Lembrei-me também das garantias que Ele me dá no Salmo 37, em Isaías 54:17, contra a calúnia e a mentira dos injustos, dos ímpios, dos que recusam o amor e a bondade de Deus. Ele promete tudo fazer e fazer-nos brilhar como sol ao meio-dia!
Confiei absolutamente que Ele assim mo faria.
E hoje, dia 14, recebi fotocópia da sentença. O meu testemunho foi considerado sincero e credível, o desse casal não. Que tinha contradições e hesitações, que, ao contrário do que alegaram, não prendi o filho. Que foram culpados de ameaça e agressão. Como se tornara minha convicção, a forma como procuraram fugir à responsabilidade causou a si mesmos mais dano e foi agravante. Embaraçaram-se e perderam-se de facto com que o disseram. E foram condenados a pena de prisão, ou antes, por ser primeira vez que são arguidos em juízo, a multas que ascendem a quase 1000 € mais custos de tribunal e honorários da sua advogada. E soube, por um pai de um aluno dessa mimha ex-turma que assistiu à leitura da sentença, que a juiz asvertiu seriamente esse casal a habituar-se a tratar de assuntos de escola no lugar próprio, e não na via pública.
A decisão alegra-me. Não pedi indemnização. Fico por aqui. Desejo sinceramente que, pelo menos, nem que seja por temor de novamente incorrerem em justiça, aprendam a lição e procurem proceder mais civiliza e responsavelmente. Felicito Deus por me ter feito Justiça. Por a justiça humana ter funcionado. Por ter aliança com Ele, por Ele ter sido fiel a essa aliança.
Esta é a esperança e a confiança que os filhos de Deus têm. Esta esperança e confiança estão ao dispor de quem as desejar experimentar. Posso testemunhá-lo publicamente: fê-lo comigo.
No dia 2 deste mês foi o julgamento, da acusação deduzida contra um casal de pais e encarregados de educação de um aluno que tive, por agressão e ameaça contra mim, a 21 de Abril do ano passado, no âmbito das minhas funções como director de turma do filho, entre 2003 e 2005, e por desagrado deles relativamente à minha actuação nessas funções. Foi o caso que apliquei, juntamente com o Conselho Executivo da EB 2,3 onde exercia, um castigo a esse aluno e a outros cinco por, na sequência de uma brincadeira de que resultou um vidro partido. O castigo consistia não só em pagar solidariamente o vidro, mas também a cumprir um serviço cívico na escola.
Ora, o aluno, com a cumplicidade dos pais, recusava-se a sujeitar-se às regras da escola. Certo tarde, ao fim das aulas, repreendi o aluno por se insistir em fugir às suas responsabilidade, pois os colegas estavam a cumprir o castigo. Diante da professora de Educ. Física (a última aula do dia), disse-lhe que, por minha vontade, ele cumpriria de imediato o castigo e que este teria prioridade sobre o treino de futebol (1º obrigações depois as devoções). O aluno reagiu com rispidez e acto contínuo telefonou para o pai a dizer que eu não o queria deixar sair da escola. Por minha parte, continuei a conversar com a minha colega, após o que saí.
Estava sem carro, e ao dirigir-me a pé para casa, os pais desse aluno passam por mim, abordam-me, com má educação, insistindo em argumentar comigo, e a mãe acaba por me dar uma bofetada, embora sem me causar dor. E recebi ainda ameaças do marido, que sabiam onde eu morava. Sempre os procurei chamar à razão, observando que assuntos de escola se tratam na escola, e aconselhando-os a ponderar o tipo de educação que davam ao filho. Reagi com o sangue frio que me foi possível. Fiz-lhes saber que apresentaria queixa deles, ao que o casal manifestou a arrogante confiança de não haver testemunhas, replicando que eu é que tinha de me tinha aproximado da senhora para a agredir. O acto não me surpreendeu, pois já desde o ano anterior ouvia, de alunos e pais, não só do filho como do próprio pai, que um dia este me faria uma espera. Só me surpreendeu a autoria, pois não esperei que o extremo acto partisse da parte da senhora, e não do marido.
Já foi excelente que acusação tivesse sido deduzida — pois, segundo a advogada do meu sindicato, seria de prever arquivamento por não haver testemunhas do acto, uma vez que, em caso de dúvida, decide-se a favor do réu. Melhor ainda, a celeridade, contrariamente ao habitual. Na sequência da dedução de acusação, a advogada oficiosa de defesa propôs um acordo de desistência da minha parte, contra um pedido de desculpas dos arguidos perante a juiz. Desde o início era a minha pretensão. No entanto, dado o facto de eu ser funcionário público, o crime tornava-se qualificado e a juiz não admitiu, face à lei, a desistência, tornando-se necessário o julgamento.
A poucos minutos do início da audiência, a advogada tenta novo acordo comigo: desistência da acusação de ameaça, ficando em julgamento apenas a agressão e a mãe do aluno. Normalmente é com dificuldade que digo não a um vendedor, pelo que hesitei um pouco. Quis saber o que eu ficaria a ganhar com essa desistência, visto que esperava a responsabilização dos arguidos pelos dois crimes e que as suas consciências os acusassem de ambos os crimes, e não de apenas um, o que de contráeio se traduziria num acto de sacudir água do capote. Nisto, intrometeu-se na conversa a procuradora adjunta do Ministério Público:
— O Sr. Dr. não tem de desistir de nada.
A advogada de defesa tentou argumentar que eu poderia optar por essa desistência, mas a procuradora insistiu. Bendita intromissão: mantive ambas as acusações e fomos para julgamento.
No julgamento em si, prestei declarações como testemunha, sendo o autor (acusador) o Ministério Público. A colega de Educ. Física confirmou que não prendi o aluno. Alunas confirmaram as bravatas do filho e as bocas do pai. O crime foi considerado qualificado, tanto mais porque contra um docente, funcionário público/administrativo. Contei o que se passou. Os arguidos, que inicialmente tinham sido aconselhados pela advogada oficiosa a pedir acordo e posteriormente a não prestar declarações, acabaram por prestá-las, negando que tenham feito alguma coisa, e alegando que que só conversaram comigo e que eu havia impedido o filho de sair da escola por alguns minutos. Afinal — perguntei-me — queriam um acordo em que supostamente me pediriam desculpa, mas de quê? Por não terem feito nada? Por terem levantado a voz comigo? Graças a Deus que não desisti de nenhuma acusação.
No fim pedi à procuradora adjunta que me informasse da sentença, marcada para uma semana depois. Estava algo incomodado pelas mentiras dessas pessoas. Mais uma vez, estou certo de que ela foi intrumento de Deus, com o conselho de não pensar nem mais um minuto nesse assunto, pois o meu testemunho fora, pelo menos em seu parecer, credível.
Este conselho sossegou-me, e entrei no repouso de Deus. Durante todo o processo, fiz o que deveria como filho de Deus: perdoei a essa família, confiei o caso a Deus, abençoei-os e pedi-Lhe que pusesse as suas consciências em carne viva, de forma a torná-las aptas a misericórida de Deus. Humanamente, estava algo inquieto, sentira-me um tanto incomodado, mas nunca amedrontado. Decidi confiar no meu Pai, e que Ele me faria Justiça, através da justiça humana. Mesmo que os arguidos fossem absolvidos, sabia que compareceriam diante do Supremo Tribunal do Senhor. Mais ainda, que colheriam o que semearam: o filho aprendendo dos pais o exemplo de que a mentira, a arrogância, a rebeldia, má educação, a patifaria são perfeitamente legítimas, e que isso um dia reverterá contra eles mesmos, e da parte do filho cujos golpes tanto amparam. Nada de novo, pois tantas e tantas vezes é assim. Tinha a convicção de que essas pessoas se haviam metido injustamente com a pessoa errada — um filho de Deus. Com efeito, a Deus pertence a vingança — tornou-se o meu lema.
Na semana de espera pela decisão judicial, ao falar com Deus sobre o assunto, ocorreu à minha mente um lugar em Provérbios, em que se diz algo como isto isto: que o tolo provoca dano e se embaraça com as palavras que profere da sua prória boca. Será talvez 18:7. Ganhei a certeza de que Deus agiria através daquela juiz. Lembrei-me também das garantias que Ele me dá no Salmo 37, em Isaías 54:17, contra a calúnia e a mentira dos injustos, dos ímpios, dos que recusam o amor e a bondade de Deus. Ele promete tudo fazer e fazer-nos brilhar como sol ao meio-dia!
Confiei absolutamente que Ele assim mo faria.
E hoje, dia 14, recebi fotocópia da sentença. O meu testemunho foi considerado sincero e credível, o desse casal não. Que tinha contradições e hesitações, que, ao contrário do que alegaram, não prendi o filho. Que foram culpados de ameaça e agressão. Como se tornara minha convicção, a forma como procuraram fugir à responsabilidade causou a si mesmos mais dano e foi agravante. Embaraçaram-se e perderam-se de facto com que o disseram. E foram condenados a pena de prisão, ou antes, por ser primeira vez que são arguidos em juízo, a multas que ascendem a quase 1000 € mais custos de tribunal e honorários da sua advogada. E soube, por um pai de um aluno dessa mimha ex-turma que assistiu à leitura da sentença, que a juiz asvertiu seriamente esse casal a habituar-se a tratar de assuntos de escola no lugar próprio, e não na via pública.
A decisão alegra-me. Não pedi indemnização. Fico por aqui. Desejo sinceramente que, pelo menos, nem que seja por temor de novamente incorrerem em justiça, aprendam a lição e procurem proceder mais civiliza e responsavelmente. Felicito Deus por me ter feito Justiça. Por a justiça humana ter funcionado. Por ter aliança com Ele, por Ele ter sido fiel a essa aliança.
Esta é a esperança e a confiança que os filhos de Deus têm. Esta esperança e confiança estão ao dispor de quem as desejar experimentar. Posso testemunhá-lo publicamente: fê-lo comigo.
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Manias & cias.
Recebi do Vítor Mota, das Exegeses e homilias, o desafio que ele, por sua vez, recebera, de publicar as minhas manias. Está a criar-se uma cadeia em torno do tema. Pois bem, cá vão algumas de que me lembro, e que são muito minhas:
1. Dormir só com cuecas ou boxer, em qualquer estação do ano. Com efeito, a única coisa que tolero sobre o corpo é mesmo o lençol, a que acresce, no Outono e Inverno, cobertor e edredon. Houve tempos em que dormia nu, mas passei a cobrir as partes pudendas por motivos de higiene.
2. Em Chaves, à noite, neste Inverno, vou com frequência ao carro, estacionado no quintal, ver se já sobre ele se forma geada e se está frio. Quando assim é, regojozi-me por viver numa região em que o Inverno é mesmo Inverno e por, graças a Deus, estar quentinho dentro de casa. Fico desiludido e solto um grande "Ooohhhh!!!!" quando não geia.
3. A conduzir, verifico sistematicamente o registo dos quilómetros feitos desde o último abastecimento, procurando tirar a média de consumo.
4. Frequentar quase obessivamente os mesmos versículos bíblicos, em momentos de necessidade ou inquietação.
5. Tomar um copo de kefir em jejum.
6. Ir às caldas de Chaves encher três garrafas de 1,5 l de água mineral saborosíssima a 70º C para consumo doméstico. Toda esta região é de águas minerais e termais (Chaves, Vidago, também no concelho de Chaves; Pedras Salgadas, no concelho de VIla Pouca de Aguiar; Carvalhelhos, em Boticas).
7. Comprar no Minipreço umas bolachas digestivas revestidas de chocolate que sabem a maná (salvo seja), e que devoro com sofreguidão!
8. Queijos… queijos… o meu fiel amigo, o meu bacalhau: camembert, roquefort, edam, serra, azeitão, de Castelo Branco picante, brie, alentejano, de cabra, para barrar, a meio da manhã, como sobremesa ao almoço ou jantar…
9. Aaahhhnnn… Se me lembrar de outra, ou se outra entretanto inventar, publicá-la-ei.
Próximos na cadeia, a quem endereço o desafio: Through the window, My precious things
1. Dormir só com cuecas ou boxer, em qualquer estação do ano. Com efeito, a única coisa que tolero sobre o corpo é mesmo o lençol, a que acresce, no Outono e Inverno, cobertor e edredon. Houve tempos em que dormia nu, mas passei a cobrir as partes pudendas por motivos de higiene.
2. Em Chaves, à noite, neste Inverno, vou com frequência ao carro, estacionado no quintal, ver se já sobre ele se forma geada e se está frio. Quando assim é, regojozi-me por viver numa região em que o Inverno é mesmo Inverno e por, graças a Deus, estar quentinho dentro de casa. Fico desiludido e solto um grande "Ooohhhh!!!!" quando não geia.
3. A conduzir, verifico sistematicamente o registo dos quilómetros feitos desde o último abastecimento, procurando tirar a média de consumo.
4. Frequentar quase obessivamente os mesmos versículos bíblicos, em momentos de necessidade ou inquietação.
5. Tomar um copo de kefir em jejum.
6. Ir às caldas de Chaves encher três garrafas de 1,5 l de água mineral saborosíssima a 70º C para consumo doméstico. Toda esta região é de águas minerais e termais (Chaves, Vidago, também no concelho de Chaves; Pedras Salgadas, no concelho de VIla Pouca de Aguiar; Carvalhelhos, em Boticas).
7. Comprar no Minipreço umas bolachas digestivas revestidas de chocolate que sabem a maná (salvo seja), e que devoro com sofreguidão!
8. Queijos… queijos… o meu fiel amigo, o meu bacalhau: camembert, roquefort, edam, serra, azeitão, de Castelo Branco picante, brie, alentejano, de cabra, para barrar, a meio da manhã, como sobremesa ao almoço ou jantar…
9. Aaahhhnnn… Se me lembrar de outra, ou se outra entretanto inventar, publicá-la-ei.
Próximos na cadeia, a quem endereço o desafio: Through the window, My precious things
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
caricaturas 2 — "O Ministro Tuga"

O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, o "patriota" que o Dr. Garcia Pereira preferia como candidato à Presidência da República, reagiu ao caso das caricaturas criticando o acto de publicação, com a alegação de que «a liberdade sem limites não é liberdade, mas licenciosidade. Todos os que professam essas religiões têm direito a que tais símbolos e figuras sejam respeitados. O que se passou recentemente nesta matéria em alguns países europeus é lamentável porque incita a uma inaceitável 'guerra de religiões' - ainda por cima sabendo-se que as três religiões monoteístas (cristã, muçulmana e hebraica) descendem todas do mesmo profeta, Abraão». E ainda: «a liberdade de expressão (...) tem como principal limite o dever de respeitar as liberdades e direitos dos outros».
Quatro vergonhas nestas palavras: condenação implícita e ingerência controleira na liberdade de expressão; não condenação da reacção da generalidade dos muçulmanos, mesmo dos que vivem livremente na liver Dinamarca, como deveria; desculpabilização desta reacção com a falaciosa alegação da provocação; finalmente, envergonhou Portugal e a Europa.
Com efeito, ainda que a intenção de quem publicou fosse chocar, caberia aos muçulmanos escolher a forma de reagir. Não há justificação para as acções que tomaram. A liberdade de expressão implica também a liberdade de ser processado em tribunal por quem se sente ofendido. Porque não ocorreu tal aos muçulmanos da Dinamarca? Como se lê no Público de ontem, só procuraram "reuniões" com o jornal e com o governo, após o que internacionalizaram a questão, fazendo "reuniões" com líderes muçulmanos de outros países. Não conhecem as leis da Dinamarca? O tribunal e um processo por difamação parecia ser o mais óbvio. Não existe separação de poderes na Dinamarca? Não o sabem os muçulmanos que lá habitam?
É um ministro tuga, com certeza. Há um século atrás, vociferavam os republicanos por tibiezas destas na monarquia. Precisaremos de uma nova revolução? Não, talvez que o Ministro se demita. Penso que é suficiente para tal. Recorde-se que foi este ministro que, antes de o ser, enquanto cidadão, expressou, e bem, críticas à invasão do Iraque por George W. Bush. Uma vez investido deste cargo, é-lhe exigida diplomacia, mas também que permaneça firme e seja coerente nas convicções, e não o jogo de estar bem com Deus e o diabo.
Na carta de Tiago 1:6-8 lê-se uma boa lição que se pode aplicar a este espírito de catavento.
Talvez alguém se lembre de fazer uma caricatura do ministro...
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Paz como um rio

Chaves, ponte romana de Trajano, séc. II d.C., sobre o rio Tâmega.
Esta ponte tinha dezoito arcos sobre o rio, actualmente tem nove. Os restantes foram soterrados sob as construções marginais, o que significa que, ao longo de séculos, se foi roubando leito ao rio e estreitando as margens. A última grande transformação do género data do séc. XIX, quando também se alargou o tabuleiro e se colocaram guardas de ferro, sendo as originais de pedra.
Os engenheiros romanos fizeram grandes obras, e duradouras.
caricaturas
Publiquei há dias neste blog uma vinheta de humor cristão, da reverendfun. Ofende?
Lembrei-me disto a propósito da publicações de caricaturas de Maomé (Muhammad), profeta do Islão, num jornal dinamarquês primeiro, e de outros países depois, e da reacção dos muçulmanos em todo o mundo, quer das multidões, quer das lideranças religiosas, com o beneplácito das autoridades políticas dos respectivos países.
Não é politicamente correcta a minha reflexão, mas tenho de a fazer. Admito que a liberdade de expressão possa ter os limtes do bom senso, do decoro, do respeito pela reputação e convicções dos outros e da boa educação. Não quero contribuir para um choque civilizacional, pois carecemos antes do esforço no sentido contrário, mas como pode capitular perante tanta susceptibilidade do Islão? Pediram os muçulmanos perdão pelas persesuições de que são alvo, nos seus países, todos quantos não professem a sua religião, designadamente os cristãos? Pediram desculpas pela forma torpe como ridicularizam Israel na sua imprensa (e não defendo aqui Israel, pois esta nação não é especial, é como as demais, ímpia, pois não está em Cristo)? Pelos seres humanos que mandam em série pelos ares com bombas? Pela forma como tratam as mulheres? Pelo assassínio de um cineasta holandês por um muçulmano no país que o recebeu, e que é conhecido pela tolerância mais liberal do Ocidente, precisamente a Holanda? E vejam-se as exigências e pressões que os muçulmanos residentes na Europa colocam, nas nações onde vivem, à sua especificidade de cultura, como a exigência do direito de usar véu. E é coisa que não contesto, que admito como direito legítimo.
Mas como entender esta dualidade? Querem do Ocidente o que eles mesmos lhe negam. Tomam a nuvem por Juno, confundem a liberdade de imprensa exercida por meia dúzia de jornais europeus com os países europeus, com os cidadãos europeus, com os governos europeus, com a União Europeia. Esquecem-se duma assentada da ajuda humanitária que a União Europeia envia para os árabes da Palestina, e do tradicional pacifismo e bom relacionamento dos países escandinavos têm tido com os países árabes e muçulmanos e desatam a queimar bandeiras e a destruir embaixadas! Sim, as massas ignaras — poder-se-á dizer. Mas que fazem os esclarecidos líderes desses países e dessa religião? Será o seu esclarecimento maior do que o das massas? Talvez lhes importe, por motivos de manutenção de influência, que as massas permaneçam ignorantes fanatizadas.
Contudo, tudo isto não deixa de me fazer pensar que, em boa medida, usam a tíbia tolerância do Ocidente para impor a sua intolerância se comportam como quem vomita na mão que o alimenta.
Entendo que o Ocidente deve fazer valer os seus argumentos, sem dobrar a sua cerviz às susceptibilidades do Islão. Porque haverá o mundo de ser refém do temperamento iracundo desse Islão? Onde está reciprocidade do respeito, do respeito que se deve entre iguais? De que nos havemos de envergonhar? Somos como somos, pela graça de Deus ou sem ela — mais sem ela, pois Deus está ausente da cultura, da intelectualidade, da governação e até da Constituição europeias. Não o somos contra o Islão. O problema em tudo isto chama-se crónica dependência ocidental do petróleo…
Tenho pena que o Islão (ou certo Islão, quiçá o maioritário) queira ser Islão contra o Ocidente. Que isto não ajude a esquecer a feliz experiência de vanguarda nas ciências, nas técnicas, na arte, na cultura, na poesia, na tecnologia, no desenvolvimento, na língua, na civilização e no requinte dos Árabes e do Islão do passado. Em especial os sete séculos de tolerância, boa vizinhança no espaço europeu chamado Península Ibérica, quando o resto do continente vivia o subdesenvolvimento da Idade Média bárbara.
Lembrei-me disto a propósito da publicações de caricaturas de Maomé (Muhammad), profeta do Islão, num jornal dinamarquês primeiro, e de outros países depois, e da reacção dos muçulmanos em todo o mundo, quer das multidões, quer das lideranças religiosas, com o beneplácito das autoridades políticas dos respectivos países.
Não é politicamente correcta a minha reflexão, mas tenho de a fazer. Admito que a liberdade de expressão possa ter os limtes do bom senso, do decoro, do respeito pela reputação e convicções dos outros e da boa educação. Não quero contribuir para um choque civilizacional, pois carecemos antes do esforço no sentido contrário, mas como pode capitular perante tanta susceptibilidade do Islão? Pediram os muçulmanos perdão pelas persesuições de que são alvo, nos seus países, todos quantos não professem a sua religião, designadamente os cristãos? Pediram desculpas pela forma torpe como ridicularizam Israel na sua imprensa (e não defendo aqui Israel, pois esta nação não é especial, é como as demais, ímpia, pois não está em Cristo)? Pelos seres humanos que mandam em série pelos ares com bombas? Pela forma como tratam as mulheres? Pelo assassínio de um cineasta holandês por um muçulmano no país que o recebeu, e que é conhecido pela tolerância mais liberal do Ocidente, precisamente a Holanda? E vejam-se as exigências e pressões que os muçulmanos residentes na Europa colocam, nas nações onde vivem, à sua especificidade de cultura, como a exigência do direito de usar véu. E é coisa que não contesto, que admito como direito legítimo.
Mas como entender esta dualidade? Querem do Ocidente o que eles mesmos lhe negam. Tomam a nuvem por Juno, confundem a liberdade de imprensa exercida por meia dúzia de jornais europeus com os países europeus, com os cidadãos europeus, com os governos europeus, com a União Europeia. Esquecem-se duma assentada da ajuda humanitária que a União Europeia envia para os árabes da Palestina, e do tradicional pacifismo e bom relacionamento dos países escandinavos têm tido com os países árabes e muçulmanos e desatam a queimar bandeiras e a destruir embaixadas! Sim, as massas ignaras — poder-se-á dizer. Mas que fazem os esclarecidos líderes desses países e dessa religião? Será o seu esclarecimento maior do que o das massas? Talvez lhes importe, por motivos de manutenção de influência, que as massas permaneçam ignorantes fanatizadas.
Contudo, tudo isto não deixa de me fazer pensar que, em boa medida, usam a tíbia tolerância do Ocidente para impor a sua intolerância se comportam como quem vomita na mão que o alimenta.
Entendo que o Ocidente deve fazer valer os seus argumentos, sem dobrar a sua cerviz às susceptibilidades do Islão. Porque haverá o mundo de ser refém do temperamento iracundo desse Islão? Onde está reciprocidade do respeito, do respeito que se deve entre iguais? De que nos havemos de envergonhar? Somos como somos, pela graça de Deus ou sem ela — mais sem ela, pois Deus está ausente da cultura, da intelectualidade, da governação e até da Constituição europeias. Não o somos contra o Islão. O problema em tudo isto chama-se crónica dependência ocidental do petróleo…
Tenho pena que o Islão (ou certo Islão, quiçá o maioritário) queira ser Islão contra o Ocidente. Que isto não ajude a esquecer a feliz experiência de vanguarda nas ciências, nas técnicas, na arte, na cultura, na poesia, na tecnologia, no desenvolvimento, na língua, na civilização e no requinte dos Árabes e do Islão do passado. Em especial os sete séculos de tolerância, boa vizinhança no espaço europeu chamado Península Ibérica, quando o resto do continente vivia o subdesenvolvimento da Idade Média bárbara.
terça-feira, janeiro 24, 2006
Novo Presidente da República
Chegou ao termo o processo de campanha e eleições presidenciais. Ganhou o candidato esperado por muitos, e indesejado por outros.
Para as esquerdas, que com a ferocidade de cães famintos se lançaram Cavaco Silva, sucedeu o horror de ver o candidato do centro e da direita vencer, facto que sucedeu pela primeira vez em democracia. O espectáculo a que se assistia era tal que, para as esquerdas, é como se a democracia se esgotasse, como se fosse património seu e como se a vitória de Cavaco Silva fosse uma espécie de pecado original, e fatal.
Não será normal a alternância?
No tempo em que Cavaco Silva era primeiro-ministro, eu era de esquerda. Abominava o estilo de democracia musculada. Mais tarde, mudei de perspectiva. Considero-me um conservador. E pude notar mudança nas atitudes de Cavaco Silva, que indicia possível e efectiva mudança no temeperamento. Parece um homem mais humano, mais brando e tranquilo. Mais humilde. A derrota que sofreu há 10 anos face a Jorge Sampaio, a travessia no deserto entretanto percorrida podem ter provocado o amadurecimento do carácter. Ao contrário de Mário Soares, que apareceu com o ímpeto que tanto censurou em Cavaco, o do herói salvífico, do rei legítimo que regressa da guerra, em entrade de leão, para salvar o país do desânimo. Creio que a diferença de atitudes foi crucial para os resultados: um, com uma agenda própria, os outros, contra Cavaco e a direita. E os cidadãos eleitores preferiram quem não criticou, nem atacou os outros. Soares teve um sgundo mandato censurável: fez-se líder da oposição e só descansou quando deu posse a um governo do seu partido, na pessoa de António Guterres. Mas Cavaco não foi por aí. Limitou-se a falar do que pensava, mesmo que, segundo alguns, nada tivesse dito de substancial.
Quanto aos candidatos de esquerda, entendo ser de saudar Manuel Alegre, pelas suas qualidades como poeta, e também pela combatividade como político. E porque me parece ser pessoa transparente.
Nota dissonante da noite foi o discurso do Primeiro-ministro no momento preciso em que falava Manuel Alegre. Pareceu ser calculado. São de anos, e repetidas, as incompatibilidades entre Alegre e José Sócrates. Poderão os responsáveis do PS desdizê-lo, mas é coincidência a mais. Sócrates comporta-se, desde que é Primeiro-Ministro, como o velho Cavaco. E o cúmulo foi a subserviência de todas as televisões, e não apenas da pública, em relação ao Primeiro-Ministro, desprezando ouvir um dos candidatos. Prioridades e editoriais — justificarão talvez. Mas fica a vergonha.
Para as esquerdas, que com a ferocidade de cães famintos se lançaram Cavaco Silva, sucedeu o horror de ver o candidato do centro e da direita vencer, facto que sucedeu pela primeira vez em democracia. O espectáculo a que se assistia era tal que, para as esquerdas, é como se a democracia se esgotasse, como se fosse património seu e como se a vitória de Cavaco Silva fosse uma espécie de pecado original, e fatal.
Não será normal a alternância?
No tempo em que Cavaco Silva era primeiro-ministro, eu era de esquerda. Abominava o estilo de democracia musculada. Mais tarde, mudei de perspectiva. Considero-me um conservador. E pude notar mudança nas atitudes de Cavaco Silva, que indicia possível e efectiva mudança no temeperamento. Parece um homem mais humano, mais brando e tranquilo. Mais humilde. A derrota que sofreu há 10 anos face a Jorge Sampaio, a travessia no deserto entretanto percorrida podem ter provocado o amadurecimento do carácter. Ao contrário de Mário Soares, que apareceu com o ímpeto que tanto censurou em Cavaco, o do herói salvífico, do rei legítimo que regressa da guerra, em entrade de leão, para salvar o país do desânimo. Creio que a diferença de atitudes foi crucial para os resultados: um, com uma agenda própria, os outros, contra Cavaco e a direita. E os cidadãos eleitores preferiram quem não criticou, nem atacou os outros. Soares teve um sgundo mandato censurável: fez-se líder da oposição e só descansou quando deu posse a um governo do seu partido, na pessoa de António Guterres. Mas Cavaco não foi por aí. Limitou-se a falar do que pensava, mesmo que, segundo alguns, nada tivesse dito de substancial.
Quanto aos candidatos de esquerda, entendo ser de saudar Manuel Alegre, pelas suas qualidades como poeta, e também pela combatividade como político. E porque me parece ser pessoa transparente.
Nota dissonante da noite foi o discurso do Primeiro-ministro no momento preciso em que falava Manuel Alegre. Pareceu ser calculado. São de anos, e repetidas, as incompatibilidades entre Alegre e José Sócrates. Poderão os responsáveis do PS desdizê-lo, mas é coincidência a mais. Sócrates comporta-se, desde que é Primeiro-Ministro, como o velho Cavaco. E o cúmulo foi a subserviência de todas as televisões, e não apenas da pública, em relação ao Primeiro-Ministro, desprezando ouvir um dos candidatos. Prioridades e editoriais — justificarão talvez. Mas fica a vergonha.
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Dói-nos a vontade de Deus?
Afirmou C. S. Lewis: "Não é que duvidemos que Deus nos proporcionará o melhor, mas é que questionamos quão doloroso o seu melhor será para nós!"
A paz de ser humano com o seu Criador custou a própria dor deste.
Lázaro teve de morrer, e as lágrimas de desespero e saudade pela sua partida tiveram de correr para que Deus realizasse algo maior, a sua miraculos ressurreição, e para que as irmãs, familiares, vizinhos e amigos do morto cressem na Ressurreição e na Vida que Jesus é.
Paulo não questionou nem rejeitou, mas aceitou alegremente o que lhe fora predito que sofreria ao entrar em Jerusalém. Aceitou-o alegremente, e como uma honra, porque sofreria por amar Jesus, e porque conhecer intimamente era muito mais sublime do que todo o sofrimento, e valia bem o preço de todo o sofrimento.
Abraão teve o seu coração trespassado quando lhe foi exigido o sacrifício do seu próprio filho, o filho prometido, mas não deixou de acreditar que a promessa de Deus, de que esse filho lhe daria prolífica posteridade, se manteria, que Deus não alterara a palavra outrora dada e sempre repetida. Como? Deus poderia ressuscitá-lo!
Coração trespassado teve Maria, a mãe de Jesus, pois, apesar de este ser Deus e seu Senhor, era homem, e filho das suas entranhas, quando ele foi severamente torturado, escarnecido, traído e crucificado. Uma mãe como qualquer outra, que ame os seus filhos, chora a morte deles.
Outros exemplos de sofrimento por causa do cumprimento da vontade de Deus: Jeremias, Isaías, profetas, João Baptista. Todas estas foram pessoas que não se perguntaram qual seia o custo da obediência a Deus ou, pelo menos, se a pergunta lhes surgiu no espírito, subjugaram-na à determinação em obedecer.
Em todos os casos, o bem resultante foi sempre infinitamente mais compensador do que a dor, breve embora cruel, que homens e mulheres experimentaram.
A vontade de Deus — estou certo — não dói necessariamente. Lemos, com efeito, em Romanos 12:2, que ela é boa, perfeita e agradável. Em todo o caso, não haverá sempre algo nela que de algum modo nos contraria, nos nossos desejos, preferências, amores e ódios pessoais, auto-justiças?
A paz de ser humano com o seu Criador custou a própria dor deste.
Lázaro teve de morrer, e as lágrimas de desespero e saudade pela sua partida tiveram de correr para que Deus realizasse algo maior, a sua miraculos ressurreição, e para que as irmãs, familiares, vizinhos e amigos do morto cressem na Ressurreição e na Vida que Jesus é.
Paulo não questionou nem rejeitou, mas aceitou alegremente o que lhe fora predito que sofreria ao entrar em Jerusalém. Aceitou-o alegremente, e como uma honra, porque sofreria por amar Jesus, e porque conhecer intimamente era muito mais sublime do que todo o sofrimento, e valia bem o preço de todo o sofrimento.
Abraão teve o seu coração trespassado quando lhe foi exigido o sacrifício do seu próprio filho, o filho prometido, mas não deixou de acreditar que a promessa de Deus, de que esse filho lhe daria prolífica posteridade, se manteria, que Deus não alterara a palavra outrora dada e sempre repetida. Como? Deus poderia ressuscitá-lo!
Coração trespassado teve Maria, a mãe de Jesus, pois, apesar de este ser Deus e seu Senhor, era homem, e filho das suas entranhas, quando ele foi severamente torturado, escarnecido, traído e crucificado. Uma mãe como qualquer outra, que ame os seus filhos, chora a morte deles.
Outros exemplos de sofrimento por causa do cumprimento da vontade de Deus: Jeremias, Isaías, profetas, João Baptista. Todas estas foram pessoas que não se perguntaram qual seia o custo da obediência a Deus ou, pelo menos, se a pergunta lhes surgiu no espírito, subjugaram-na à determinação em obedecer.
Em todos os casos, o bem resultante foi sempre infinitamente mais compensador do que a dor, breve embora cruel, que homens e mulheres experimentaram.
A vontade de Deus — estou certo — não dói necessariamente. Lemos, com efeito, em Romanos 12:2, que ela é boa, perfeita e agradável. Em todo o caso, não haverá sempre algo nela que de algum modo nos contraria, nos nossos desejos, preferências, amores e ódios pessoais, auto-justiças?
LEMBRA-TE!
“Bendiz, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o Teu Santo Nome (…) e não te esqueças de nenhum dos Seus benefícios.” Salmo 103:1-2
Neste mundo — Jesus garantiu — teríamos aflições (João 16:33). Todavia, outra garantia nos foi dada: Sua companhia e auxílio.
Uma sugestão: na luta, na provação, façamos um exercício. Esse exercício ajudar-nos-á a ver as coisas de outro ponto de vista, não de quem se sente como que dentro de uma fornalha, mas de uma perspectiva exterior, o de Deus, d’Aquele que está connosco na fornalha e dela livra incólume. O exercício é: LEMBREMOS-NOS DO QUE ELE TEM FEITO POR NÓS!
Salmo 103:1-2 apresenta esse exercício. O rei David, autor do salmo, dirige-se à sua própria alma (mente e emoções), com palavras de fé vindas do seu espírito, e ordena-lhe que renda adoração ao Senhor. E faz-lhe então a exortação: “lembra-te das bênçãos que o Senhor te tem concedido, dos escapes que tem dado às tuas tribulações”.
No momento da tensão, senta-te, pois, confortavelmente. Toma uma folha de papel e uma caneta, traça uma linha a de alto a baixo a dividi-la a meio. Ora ao Senhor, pede que te ajude a lembrar-te, conforme Salmo 103:2. De um lado, regista problemas que viveste, aflições que sentiste, feridas que sofreste, vícios que te escravizaram. Do outro, escreve o que sucedeu a essas situações. Foram resolvidas? Foste liberto delas? Foste sarado de enfermidades? Estás mais forte e persistente? Já não dizes “nunca vou sair disto!”, mas “sei que o Senhor está comigo e que com Ele atravessarei até ao fim sem um beliscão o vale da sombra da morte!”? Faz o balanço: experimentaste mudanças positivas? Podes dizê-lo, com sinceridade? Deus esteve nesses outros momentos e neles trabalhou. Ele transformou o teu carácter. Então, LEMBRA-TE, de forma que tenhas bem presente na tua mente que, se Ele esteve contigo, sempre está e estará. Para perdoar todas as tuas iniquidades e sarar todas as tuas enfermidades, para te livrar de todos os teus temores e angústias (Salmos 103:1; 34:4, 6). PROCURA LEMBRAR-TE!
Há um lugar da Bíblia em que o cuidado de Deus é expresso por uma imagem muito bela. Impressionou-me todo o coração e a alma desde a primeira vez que o li, e visitá-lo era achar refrigério e renovada esperança em momentos de necessidade. Deus dirige-se a Efraim (nome de uma das tribos de Israel, designativo do todo de Israel), Seu povo, invectivando e deplorando a infidelidade deste para com seu Senhor. Então, o Seu coração não se contém sem que lhe revele o mais entranhado do Seu afecto: “Todavia, eu ensinei Efraim a andar; tomei-o pelos seus braços, mas não conheceram que eu os curava.” (Oseias 11:3).
O amor e solicitude de Deus para com o Seu povo é, pois, comparável ao dos pais ao ajudarem os filhos nos seus primeiros passos. Tomam-nos pelas mãos, para não caírem, pois os pés dos bebés ainda não ganharam a firmeza suficiente para sustentar erecto todo o corpo. Assim fez Ele connosco, quando éramos bebés espirituais, quando pouco ou nada sabíamos. E mesmo hoje o continua a fazer, embora já saibamos andar, pois ainda estamos a crescer.
Ao contrário de Israel: CONHEÇAMOS QUE ELE NOS CUROU, QUER CURAR E ESTÁ A CURAR.
Neste mundo — Jesus garantiu — teríamos aflições (João 16:33). Todavia, outra garantia nos foi dada: Sua companhia e auxílio.
Uma sugestão: na luta, na provação, façamos um exercício. Esse exercício ajudar-nos-á a ver as coisas de outro ponto de vista, não de quem se sente como que dentro de uma fornalha, mas de uma perspectiva exterior, o de Deus, d’Aquele que está connosco na fornalha e dela livra incólume. O exercício é: LEMBREMOS-NOS DO QUE ELE TEM FEITO POR NÓS!
Salmo 103:1-2 apresenta esse exercício. O rei David, autor do salmo, dirige-se à sua própria alma (mente e emoções), com palavras de fé vindas do seu espírito, e ordena-lhe que renda adoração ao Senhor. E faz-lhe então a exortação: “lembra-te das bênçãos que o Senhor te tem concedido, dos escapes que tem dado às tuas tribulações”.
No momento da tensão, senta-te, pois, confortavelmente. Toma uma folha de papel e uma caneta, traça uma linha a de alto a baixo a dividi-la a meio. Ora ao Senhor, pede que te ajude a lembrar-te, conforme Salmo 103:2. De um lado, regista problemas que viveste, aflições que sentiste, feridas que sofreste, vícios que te escravizaram. Do outro, escreve o que sucedeu a essas situações. Foram resolvidas? Foste liberto delas? Foste sarado de enfermidades? Estás mais forte e persistente? Já não dizes “nunca vou sair disto!”, mas “sei que o Senhor está comigo e que com Ele atravessarei até ao fim sem um beliscão o vale da sombra da morte!”? Faz o balanço: experimentaste mudanças positivas? Podes dizê-lo, com sinceridade? Deus esteve nesses outros momentos e neles trabalhou. Ele transformou o teu carácter. Então, LEMBRA-TE, de forma que tenhas bem presente na tua mente que, se Ele esteve contigo, sempre está e estará. Para perdoar todas as tuas iniquidades e sarar todas as tuas enfermidades, para te livrar de todos os teus temores e angústias (Salmos 103:1; 34:4, 6). PROCURA LEMBRAR-TE!
Há um lugar da Bíblia em que o cuidado de Deus é expresso por uma imagem muito bela. Impressionou-me todo o coração e a alma desde a primeira vez que o li, e visitá-lo era achar refrigério e renovada esperança em momentos de necessidade. Deus dirige-se a Efraim (nome de uma das tribos de Israel, designativo do todo de Israel), Seu povo, invectivando e deplorando a infidelidade deste para com seu Senhor. Então, o Seu coração não se contém sem que lhe revele o mais entranhado do Seu afecto: “Todavia, eu ensinei Efraim a andar; tomei-o pelos seus braços, mas não conheceram que eu os curava.” (Oseias 11:3).
O amor e solicitude de Deus para com o Seu povo é, pois, comparável ao dos pais ao ajudarem os filhos nos seus primeiros passos. Tomam-nos pelas mãos, para não caírem, pois os pés dos bebés ainda não ganharam a firmeza suficiente para sustentar erecto todo o corpo. Assim fez Ele connosco, quando éramos bebés espirituais, quando pouco ou nada sabíamos. E mesmo hoje o continua a fazer, embora já saibamos andar, pois ainda estamos a crescer.
Ao contrário de Israel: CONHEÇAMOS QUE ELE NOS CUROU, QUER CURAR E ESTÁ A CURAR.
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Igrejas convertidas a emissões via iPod?
domingo, janeiro 08, 2006
FASES, NOVOS SONHOS E PROJECTOS
Fases, novos sonhos e projectos. Sempre a acreditar, a sonhar, a projectar, a pesquisar e a marchar. Literatura variada no-lo aconselha, no-lo sugere: isto é o que dá sentido à vida, lhe confere o seu âmago. Leia-se, por exemplo, Nunca desista dos seus sonhos, de Augusto Cury.
Sonhar faz-nos avançar, não sonhar, não ter projectos que nos aticem a alma em fogo é morrer em vida. Estudar, aprender sempre mais é dos melhores preventivos de Alzheimer. E Sólon, o escritor, sábio e estadista ateniense afirmava que envelhecia aprendendo sempre muitas coisas.
A Palavra do Criador ensina também essa necessidade de aprender e prosseguir aprendendo, no livro de Oseias: conhecer e continuar a conhecer o Senhor, a melhor e mais perfeita fonte, e o mais desejável e perfeito objecto de conhecimento. Paulo, o apóstolo, também confessava, na carta aos irmãos de Filipos, que essa era a sua mais suada ambição (o "suada" é meu).
Vem isto a propósito de ser novo de ainda ter definido alvos para ele. Tenho estado a rever o texto da minha tese de doutoramento, que finalmente, ao cabo de 8 anos, chegou ao termo. Deverei entregar os respectivos exemplares para os membros do júri nos próximos dias. Glória a Deus por isso!
E a seguir? O que há para fazer? Algumas coisas. Sobre elas se falará oportunamente (agora tenho de voltar à tese…). Não hei-de sofrer da chamada "depressão pós-parto", que já uma vez experimentei. Em nome de Jesus!
Just keep on rolling, baby!
Sonhar faz-nos avançar, não sonhar, não ter projectos que nos aticem a alma em fogo é morrer em vida. Estudar, aprender sempre mais é dos melhores preventivos de Alzheimer. E Sólon, o escritor, sábio e estadista ateniense afirmava que envelhecia aprendendo sempre muitas coisas.
A Palavra do Criador ensina também essa necessidade de aprender e prosseguir aprendendo, no livro de Oseias: conhecer e continuar a conhecer o Senhor, a melhor e mais perfeita fonte, e o mais desejável e perfeito objecto de conhecimento. Paulo, o apóstolo, também confessava, na carta aos irmãos de Filipos, que essa era a sua mais suada ambição (o "suada" é meu).
Vem isto a propósito de ser novo de ainda ter definido alvos para ele. Tenho estado a rever o texto da minha tese de doutoramento, que finalmente, ao cabo de 8 anos, chegou ao termo. Deverei entregar os respectivos exemplares para os membros do júri nos próximos dias. Glória a Deus por isso!
E a seguir? O que há para fazer? Algumas coisas. Sobre elas se falará oportunamente (agora tenho de voltar à tese…). Não hei-de sofrer da chamada "depressão pós-parto", que já uma vez experimentei. Em nome de Jesus!
Just keep on rolling, baby!
quarta-feira, janeiro 04, 2006
Sobre ética
O actual governo entrou como um leão, voluntarioso, anunciando reformas e moralizações que causariam a ira de uns e o benefício de todos. Delimitaram-se umaas quantas corpororações dependentes do Estado como as grandfes culpadas do défice (professores, função pública, enfermeiros, militares, juízes, políticos) e apregoou-se a moralização geral. Eis senão quando emergem como borbulhas alguns casos de excepção nesse tão apregoado programa ético.
Contrariam-se as promessas de subir os impostos, falhando-se a criação dos prometidos 150 mil novos postos de trabalho. Casos casos como a nomeação de membros do partido do governo ou ligados a ele, e que foram membros de anteriores governos do emsmo partido, para cargos estratégicos (Fernando Gomes, ex-autarca e ex-ministro sem emprego, para a GALP, Guiherme de Oliveira Martins, ex-ministro, para a Presidência do Tribunal de Contas). Mais recentemente, a descoberta de que o Secretário de Estado da Educação, membro da equipa ministerial que mais mal tratou os professores em Portugal, difamando-a como um grupo em geral de gente que falta ao trabalho, afinal, tem no currículo faltas injustificadas enquanto foi vereador da câmara municipal de Penamacor; que a direcção do Centro Cultural de Belém foi demitida por ter discordado da criação de uma fundação a dentro dele, com o propósito de gerir e manter a colecção de arte de Joe Berardo, o que implicaria a criação de mais um mastodonte burocrático do género, e que para o lugar do demitido presidente teria sido convidado António Mega Ferreira, escritor, gestor da Parque Expo com o resultado desastroso conhecido e próximo da área do partido do governo (convite que o próprio negou existir). Ainda o caso de Pina Moura, como gestor de uma empresa espamhola com interesses na EDP e que teria sido preferida pelo próprio quando foi ministro. Ou a da atribuição de uma gorda indemnização por parte do Estado a uma empresa em que participa José Lello, ex-membro de governo, indemnização a que não tinha direito e que tinha sido vigorosamente negada por Cavaco Silva, quando Primeiro-Ministro…
Enfim, casos que não nos poderão admirar, pois a massa humana, e a cultura lusa, é a mesma e transversal aos partidos, à educação e aos estratos sociais. Porque não lembrar os casos dos vencedores "independentes" de eleições autárquicas Isaltino Morais, Valentim Loureiro e Fátima Felgueiras, heróis desta república de pacotilha?
Como ter ilusões? Nós, os cristãos, não conhecemos já suficientemente bem as advertências do Livro da Sabedoria de Deus, a Bíblia, e as lições da História? Acreditamos que um novo Presidente da República da área da nossa preferência, o centro-direita, será o anjo enviado pela providência divina, ou um Messias, ou um D. Sebastião que inverterá o rumo em direcção à glória?
Penso que não. Já sabemos o que cremos e queremos. Orar pelso titulares de cargos governativos e do Estado, por que o Deus que tudo pode mude os corações, e por que Ele promova a esses lugares homens e mulheres que o conheçam e o temam: para os tribunais, para os ministérios, para as empresas tanto do sector público como do privado, para as autarquias. Deus, o temor e o amor de Deus são a fonte de toda a ética, e da perfeita e infalível. Não depende de bons princípios morais, que nada alteram pela corrupção da vontade humana, mas estriba-se na transformação e renovação operadas na natureza, na substância, no carácter e na vida de cada indivíduo. De bons princípios morais está o inferno repleto!
Em suma, sabemos que só quando a nação portuguesa se entregar a Jesus Cristo será viável. Atrevamo-nos a proclamá-lo.
Contrariam-se as promessas de subir os impostos, falhando-se a criação dos prometidos 150 mil novos postos de trabalho. Casos casos como a nomeação de membros do partido do governo ou ligados a ele, e que foram membros de anteriores governos do emsmo partido, para cargos estratégicos (Fernando Gomes, ex-autarca e ex-ministro sem emprego, para a GALP, Guiherme de Oliveira Martins, ex-ministro, para a Presidência do Tribunal de Contas). Mais recentemente, a descoberta de que o Secretário de Estado da Educação, membro da equipa ministerial que mais mal tratou os professores em Portugal, difamando-a como um grupo em geral de gente que falta ao trabalho, afinal, tem no currículo faltas injustificadas enquanto foi vereador da câmara municipal de Penamacor; que a direcção do Centro Cultural de Belém foi demitida por ter discordado da criação de uma fundação a dentro dele, com o propósito de gerir e manter a colecção de arte de Joe Berardo, o que implicaria a criação de mais um mastodonte burocrático do género, e que para o lugar do demitido presidente teria sido convidado António Mega Ferreira, escritor, gestor da Parque Expo com o resultado desastroso conhecido e próximo da área do partido do governo (convite que o próprio negou existir). Ainda o caso de Pina Moura, como gestor de uma empresa espamhola com interesses na EDP e que teria sido preferida pelo próprio quando foi ministro. Ou a da atribuição de uma gorda indemnização por parte do Estado a uma empresa em que participa José Lello, ex-membro de governo, indemnização a que não tinha direito e que tinha sido vigorosamente negada por Cavaco Silva, quando Primeiro-Ministro…
Enfim, casos que não nos poderão admirar, pois a massa humana, e a cultura lusa, é a mesma e transversal aos partidos, à educação e aos estratos sociais. Porque não lembrar os casos dos vencedores "independentes" de eleições autárquicas Isaltino Morais, Valentim Loureiro e Fátima Felgueiras, heróis desta república de pacotilha?
Como ter ilusões? Nós, os cristãos, não conhecemos já suficientemente bem as advertências do Livro da Sabedoria de Deus, a Bíblia, e as lições da História? Acreditamos que um novo Presidente da República da área da nossa preferência, o centro-direita, será o anjo enviado pela providência divina, ou um Messias, ou um D. Sebastião que inverterá o rumo em direcção à glória?
Penso que não. Já sabemos o que cremos e queremos. Orar pelso titulares de cargos governativos e do Estado, por que o Deus que tudo pode mude os corações, e por que Ele promova a esses lugares homens e mulheres que o conheçam e o temam: para os tribunais, para os ministérios, para as empresas tanto do sector público como do privado, para as autarquias. Deus, o temor e o amor de Deus são a fonte de toda a ética, e da perfeita e infalível. Não depende de bons princípios morais, que nada alteram pela corrupção da vontade humana, mas estriba-se na transformação e renovação operadas na natureza, na substância, no carácter e na vida de cada indivíduo. De bons princípios morais está o inferno repleto!
Em suma, sabemos que só quando a nação portuguesa se entregar a Jesus Cristo será viável. Atrevamo-nos a proclamá-lo.
DEUS TE CHAMA. ONDE ESTÁS?
Há tristezas e tristezas. Mas nenhuma se compara à do clamor de dor de parto de toda a criação, enquanto não é regenerada.
Há clamores e clamores, mas nenhum se compara ao que os santos dirigem a Deus, nas suas aflições por causa do pecado e da morte que opera na mortalidade do seu ser.
Há aflições e aflições, mas nenhuma se compara com as tribulações daqueles que são açoitados por mensageiros de Satanás.
Há açoites e açoites, mas nenhum se compara com as que o apóstolo do gentios sofreu por não retroceder um minuto no cumprimento do seu ministério.
Há ministérios e ministérios, mas nenhum como o daquele homem que bem podia achar degradante e servil lavar os pés aos que os trazem sujos da caminhada, mas que livre e amorosamente o faz.
Há lavagens e lavagens, mas nenhuma se compara com a que foi feita nos nossos espíritos pelo Sangue do Cordeiro, purificando-os e justificando-os.
Há justiças e justiças, mas nenhuma como a que veio do alto e foi feita em nós nova natureza.
Há vindas e vindas, mas nenhuma mais amada como aquela que foi prometida.
Há promessas e promessas, mas nenhuma como a que nos garante que pelo sacrifício da cruz há salvação, cura e libertação totais.
Há salvações e salvações, mas nenhuma como aquela é dada por gratuita e imerecida dádiva.
Há dádivas e dádivas, mas nenhuma como o de provar do alimento de Deus.
Há alimentos e alimentos, mas nenhum como o Pão da Vida que nos recebemos o encargo de distribuir pelos famintos.
Deus te chama: não o sabes? Por que foges? Vês como o inimigo do senhor da seara trabalha sem se cansar e diligentemente semeia o joio pela calada da noite?! Não vês à tua volta a urgência? Não sabes que foste investido como embaixador da reconciliação?
Onde tens estado? É o próprio Deus quem te pede, te procura e precisa da tua intercessão. Acode-Lhe! Por que dormes? ACORDA!
Há clamores e clamores, mas nenhum se compara ao que os santos dirigem a Deus, nas suas aflições por causa do pecado e da morte que opera na mortalidade do seu ser.
Há aflições e aflições, mas nenhuma se compara com as tribulações daqueles que são açoitados por mensageiros de Satanás.
Há açoites e açoites, mas nenhum se compara com as que o apóstolo do gentios sofreu por não retroceder um minuto no cumprimento do seu ministério.
Há ministérios e ministérios, mas nenhum como o daquele homem que bem podia achar degradante e servil lavar os pés aos que os trazem sujos da caminhada, mas que livre e amorosamente o faz.
Há lavagens e lavagens, mas nenhuma se compara com a que foi feita nos nossos espíritos pelo Sangue do Cordeiro, purificando-os e justificando-os.
Há justiças e justiças, mas nenhuma como a que veio do alto e foi feita em nós nova natureza.
Há vindas e vindas, mas nenhuma mais amada como aquela que foi prometida.
Há promessas e promessas, mas nenhuma como a que nos garante que pelo sacrifício da cruz há salvação, cura e libertação totais.
Há salvações e salvações, mas nenhuma como aquela é dada por gratuita e imerecida dádiva.
Há dádivas e dádivas, mas nenhuma como o de provar do alimento de Deus.
Há alimentos e alimentos, mas nenhum como o Pão da Vida que nos recebemos o encargo de distribuir pelos famintos.
Deus te chama: não o sabes? Por que foges? Vês como o inimigo do senhor da seara trabalha sem se cansar e diligentemente semeia o joio pela calada da noite?! Não vês à tua volta a urgência? Não sabes que foste investido como embaixador da reconciliação?
Onde tens estado? É o próprio Deus quem te pede, te procura e precisa da tua intercessão. Acode-Lhe! Por que dormes? ACORDA!
sexta-feira, dezembro 30, 2005

Aconselho vivamente o filme. Já vi melhor no género; falta-lhe a força de um Senhor dos Anéis, por exemplo, que quase se assemelha a uma visão apocalíptica, do tudo por tudo do Armagedom, do juízo final. Mas no fundo permanece em geral fiel ao livro, que nisto é mais ligeiro do que a história de Tolkien. Já agora, leiam-no e dêem-no a ler. Indicado para adolescentes dos 7 aos 77.
É verdade, as Crónicas de Nárnia, de C. S. Lewis existem em tradução portuguesa de Portugal publicados pela Editorial Presença a 7,49€ cada um dos sete volumes.
A história é uma alegoria da obra redentora de Cristo pela Humanidade. A Magia Profunda é imagem e semelhança do Evangelho. Está lá tudo: o pecado, o inimigo usurpador, a necessidade de uma vítima vicária inocente como redentora, o legítimo rei que se fez vítima, a ressurreição e a recuperação da autoridade real, a responsabilidade do ser humano como delegado do Criador no mundo…
Num cinema perto de si…
quinta-feira, dezembro 29, 2005
O autor admirado das hortênsias em plena floração, na última Primavera, no quintal da casa onde vivia, em Oliveira de Azeméis
quarta-feira, dezembro 28, 2005
Escrito no dia de Natal, ao Festejado do Natal
Vieste na fragilidade
Palavra eterna, forte, graça e verdade
Feito carne.
Na fragilidade
De que somos carne e sangue
Articulação, osso e medula.
Sem majestade, sem coroa nem manto,
Sem luzes que ladeiem nem cortejos que acompanhem a tua passagem,
Sem a glória do Único Filho que exibisses de ti mesmo.
Uns te anunciaram e te esperavam
Oravam e jejuavam até que viesses,
No templo, no lugar da profecia,
Outros nos cálculos astronómicos, atentos ao rasto dos astros,
E na maturidade das eras denunciando os sinais,
Com anseio de ao estábulo correr e poder te ver
No estábulo do arrabalde, onde outros te não esperavam.
E por dentro da nossa fragilidade te intrometeste,
Açoitado pela dor, por todas as paixões tentado.
Comeste da nossa fome, bebeste da nossa sede,
Conheceste a ardência do prumo do sol e a geada nocturna no deserto,
O rosto sulcado pela tristeza da partida dos que amaste,
Até a lâmina dos amigos que traem, os íntimos,
E a tortura e a enfermidade.
Mas em tudo permaneceste tu mesmo,
Sem nunca te tornares fragilidade,
A não ser essa nossa fragilidade,
Tanto na hora primeira, quando necessitado de agasalho e do peito da mãe,
Como na derradeira, meu Deus, meu Deus, abandonada da misericórdia do Pai.
Aí a nossa fragilidade toda se consumiu e se consumou.
Entendemos então a verdade e a graça
Feitas carne e sangue,
Feitas cada um de nós.
Hoje, dia de Natal, comemoramos o primeiro dia
De eternidade e força,
Em que
Fizeste de nós o que tu és.
Natal de 2005
Palavra eterna, forte, graça e verdade
Feito carne.
Na fragilidade
De que somos carne e sangue
Articulação, osso e medula.
Sem majestade, sem coroa nem manto,
Sem luzes que ladeiem nem cortejos que acompanhem a tua passagem,
Sem a glória do Único Filho que exibisses de ti mesmo.
Uns te anunciaram e te esperavam
Oravam e jejuavam até que viesses,
No templo, no lugar da profecia,
Outros nos cálculos astronómicos, atentos ao rasto dos astros,
E na maturidade das eras denunciando os sinais,
Com anseio de ao estábulo correr e poder te ver
No estábulo do arrabalde, onde outros te não esperavam.
E por dentro da nossa fragilidade te intrometeste,
Açoitado pela dor, por todas as paixões tentado.
Comeste da nossa fome, bebeste da nossa sede,
Conheceste a ardência do prumo do sol e a geada nocturna no deserto,
O rosto sulcado pela tristeza da partida dos que amaste,
Até a lâmina dos amigos que traem, os íntimos,
E a tortura e a enfermidade.
Mas em tudo permaneceste tu mesmo,
Sem nunca te tornares fragilidade,
A não ser essa nossa fragilidade,
Tanto na hora primeira, quando necessitado de agasalho e do peito da mãe,
Como na derradeira, meu Deus, meu Deus, abandonada da misericórdia do Pai.
Aí a nossa fragilidade toda se consumiu e se consumou.
Entendemos então a verdade e a graça
Feitas carne e sangue,
Feitas cada um de nós.
Hoje, dia de Natal, comemoramos o primeiro dia
De eternidade e força,
Em que
Fizeste de nós o que tu és.
Natal de 2005
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