quarta-feira, janeiro 11, 2006

Igrejas convertidas a emissões via iPod?



Porque não? Os velhos métodos de sair de casa e gastar combustível para ir à igreja estão desactualizados. As igrejas têm de se adaptar ao século XXI!

domingo, janeiro 08, 2006

FASES, NOVOS SONHOS E PROJECTOS

Fases, novos sonhos e projectos. Sempre a acreditar, a sonhar, a projectar, a pesquisar e a marchar. Literatura variada no-lo aconselha, no-lo sugere: isto é o que dá sentido à vida, lhe confere o seu âmago. Leia-se, por exemplo, Nunca desista dos seus sonhos, de Augusto Cury.
Sonhar faz-nos avançar, não sonhar, não ter projectos que nos aticem a alma em fogo é morrer em vida. Estudar, aprender sempre mais é dos melhores preventivos de Alzheimer. E Sólon, o escritor, sábio e estadista ateniense afirmava que envelhecia aprendendo sempre muitas coisas.
A Palavra do Criador ensina também essa necessidade de aprender e prosseguir aprendendo, no livro de Oseias: conhecer e continuar a conhecer o Senhor, a melhor e mais perfeita fonte, e o mais desejável e perfeito objecto de conhecimento. Paulo, o apóstolo, também confessava, na carta aos irmãos de Filipos, que essa era a sua mais suada ambição (o "suada" é meu).

Vem isto a propósito de ser novo de ainda ter definido alvos para ele. Tenho estado a rever o texto da minha tese de doutoramento, que finalmente, ao cabo de 8 anos, chegou ao termo. Deverei entregar os respectivos exemplares para os membros do júri nos próximos dias. Glória a Deus por isso!

E a seguir? O que há para fazer? Algumas coisas. Sobre elas se falará oportunamente (agora tenho de voltar à tese…). Não hei-de sofrer da chamada "depressão pós-parto", que já uma vez experimentei. Em nome de Jesus!

Just keep on rolling, baby!

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Sobre ética

O actual governo entrou como um leão, voluntarioso, anunciando reformas e moralizações que causariam a ira de uns e o benefício de todos. Delimitaram-se umaas quantas corpororações dependentes do Estado como as grandfes culpadas do défice (professores, função pública, enfermeiros, militares, juízes, políticos) e apregoou-se a moralização geral. Eis senão quando emergem como borbulhas alguns casos de excepção nesse tão apregoado programa ético.
Contrariam-se as promessas de subir os impostos, falhando-se a criação dos prometidos 150 mil novos postos de trabalho. Casos casos como a nomeação de membros do partido do governo ou ligados a ele, e que foram membros de anteriores governos do emsmo partido, para cargos estratégicos (Fernando Gomes, ex-autarca e ex-ministro sem emprego, para a GALP, Guiherme de Oliveira Martins, ex-ministro, para a Presidência do Tribunal de Contas). Mais recentemente, a descoberta de que o Secretário de Estado da Educação, membro da equipa ministerial que mais mal tratou os professores em Portugal, difamando-a como um grupo em geral de gente que falta ao trabalho, afinal, tem no currículo faltas injustificadas enquanto foi vereador da câmara municipal de Penamacor; que a direcção do Centro Cultural de Belém foi demitida por ter discordado da criação de uma fundação a dentro dele, com o propósito de gerir e manter a colecção de arte de Joe Berardo, o que implicaria a criação de mais um mastodonte burocrático do género, e que para o lugar do demitido presidente teria sido convidado António Mega Ferreira, escritor, gestor da Parque Expo com o resultado desastroso conhecido e próximo da área do partido do governo (convite que o próprio negou existir). Ainda o caso de Pina Moura, como gestor de uma empresa espamhola com interesses na EDP e que teria sido preferida pelo próprio quando foi ministro. Ou a da atribuição de uma gorda indemnização por parte do Estado a uma empresa em que participa José Lello, ex-membro de governo, indemnização a que não tinha direito e que tinha sido vigorosamente negada por Cavaco Silva, quando Primeiro-Ministro…
Enfim, casos que não nos poderão admirar, pois a massa humana, e a cultura lusa, é a mesma e transversal aos partidos, à educação e aos estratos sociais. Porque não lembrar os casos dos vencedores "independentes" de eleições autárquicas Isaltino Morais, Valentim Loureiro e Fátima Felgueiras, heróis desta república de pacotilha?
Como ter ilusões? Nós, os cristãos, não conhecemos já suficientemente bem as advertências do Livro da Sabedoria de Deus, a Bíblia, e as lições da História? Acreditamos que um novo Presidente da República da área da nossa preferência, o centro-direita, será o anjo enviado pela providência divina, ou um Messias, ou um D. Sebastião que inverterá o rumo em direcção à glória?
Penso que não. Já sabemos o que cremos e queremos. Orar pelso titulares de cargos governativos e do Estado, por que o Deus que tudo pode mude os corações, e por que Ele promova a esses lugares homens e mulheres que o conheçam e o temam: para os tribunais, para os ministérios, para as empresas tanto do sector público como do privado, para as autarquias. Deus, o temor e o amor de Deus são a fonte de toda a ética, e da perfeita e infalível. Não depende de bons princípios morais, que nada alteram pela corrupção da vontade humana, mas estriba-se na transformação e renovação operadas na natureza, na substância, no carácter e na vida de cada indivíduo. De bons princípios morais está o inferno repleto!

Em suma, sabemos que só quando a nação portuguesa se entregar a Jesus Cristo será viável. Atrevamo-nos a proclamá-lo.

DEUS TE CHAMA. ONDE ESTÁS?

Há tristezas e tristezas. Mas nenhuma se compara à do clamor de dor de parto de toda a criação, enquanto não é regenerada.
Há clamores e clamores, mas nenhum se compara ao que os santos dirigem a Deus, nas suas aflições por causa do pecado e da morte que opera na mortalidade do seu ser.
Há aflições e aflições, mas nenhuma se compara com as tribulações daqueles que são açoitados por mensageiros de Satanás.
Há açoites e açoites, mas nenhum se compara com as que o apóstolo do gentios sofreu por não retroceder um minuto no cumprimento do seu ministério.
Há ministérios e ministérios, mas nenhum como o daquele homem que bem podia achar degradante e servil lavar os pés aos que os trazem sujos da caminhada, mas que livre e amorosamente o faz.
Há lavagens e lavagens, mas nenhuma se compara com a que foi feita nos nossos espíritos pelo Sangue do Cordeiro, purificando-os e justificando-os.
Há justiças e justiças, mas nenhuma como a que veio do alto e foi feita em nós nova natureza.
Há vindas e vindas, mas nenhuma mais amada como aquela que foi prometida.
Há promessas e promessas, mas nenhuma como a que nos garante que pelo sacrifício da cruz há salvação, cura e libertação totais.
Há salvações e salvações, mas nenhuma como aquela é dada por gratuita e imerecida dádiva.
Há dádivas e dádivas, mas nenhuma como o de provar do alimento de Deus.
Há alimentos e alimentos, mas nenhum como o Pão da Vida que nos recebemos o encargo de distribuir pelos famintos.
Deus te chama: não o sabes? Por que foges? Vês como o inimigo do senhor da seara trabalha sem se cansar e diligentemente semeia o joio pela calada da noite?! Não vês à tua volta a urgência? Não sabes que foste investido como embaixador da reconciliação?
Onde tens estado? É o próprio Deus quem te pede, te procura e precisa da tua intercessão. Acode-Lhe! Por que dormes? ACORDA!

sexta-feira, dezembro 30, 2005




Aconselho vivamente o filme. Já vi melhor no género; falta-lhe a força de um Senhor dos Anéis, por exemplo, que quase se assemelha a uma visão apocalíptica, do tudo por tudo do Armagedom, do juízo final. Mas no fundo permanece em geral fiel ao livro, que nisto é mais ligeiro do que a história de Tolkien. Já agora, leiam-no e dêem-no a ler. Indicado para adolescentes dos 7 aos 77.
É verdade, as Crónicas de Nárnia, de C. S. Lewis existem em tradução portuguesa de Portugal publicados pela Editorial Presença a 7,49€ cada um dos sete volumes.
A história é uma alegoria da obra redentora de Cristo pela Humanidade. A Magia Profunda é imagem e semelhança do Evangelho. Está lá tudo: o pecado, o inimigo usurpador, a necessidade de uma vítima vicária inocente como redentora, o legítimo rei que se fez vítima, a ressurreição e a recuperação da autoridade real, a responsabilidade do ser humano como delegado do Criador no mundo…
Num cinema perto de si…

quinta-feira, dezembro 29, 2005

O autor admirado das hortênsias em plena floração, na última Primavera, no quintal da casa onde vivia, em Oliveira de Azeméis




Tenho umas hortênsias tão lindas no meu quintal.
Saúdam-me, Ardem-me nos olhos.
Tão roxas-azuis, entram-me pela janela
Enquanto escrevo.
E me deixo abraçar por elas.

Quem as plantou?
Eu não, mas sei de quem são esses dedos,
Hábeis
E para meu gozo as plantou.
Eu só as escrevo.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Escrito no dia de Natal, ao Festejado do Natal

Vieste na fragilidade
Palavra eterna, forte, graça e verdade
Feito carne.

Na fragilidade
De que somos carne e sangue
Articulação, osso e medula.

Sem majestade, sem coroa nem manto,
Sem luzes que ladeiem nem cortejos que acompanhem a tua passagem,
Sem a glória do Único Filho que exibisses de ti mesmo.

Uns te anunciaram e te esperavam
Oravam e jejuavam até que viesses,
No templo, no lugar da profecia,
Outros nos cálculos astronómicos, atentos ao rasto dos astros,
E na maturidade das eras denunciando os sinais,
Com anseio de ao estábulo correr e poder te ver
No estábulo do arrabalde, onde outros te não esperavam.

E por dentro da nossa fragilidade te intrometeste,
Açoitado pela dor, por todas as paixões tentado.
Comeste da nossa fome, bebeste da nossa sede,
Conheceste a ardência do prumo do sol e a geada nocturna no deserto,
O rosto sulcado pela tristeza da partida dos que amaste,
Até a lâmina dos amigos que traem, os íntimos,
E a tortura e a enfermidade.

Mas em tudo permaneceste tu mesmo,

Sem nunca te tornares fragilidade,
A não ser essa nossa fragilidade,
Tanto na hora primeira, quando necessitado de agasalho e do peito da mãe,
Como na derradeira, meu Deus, meu Deus, abandonada da misericórdia do Pai.

Aí a nossa fragilidade toda se consumiu e se consumou.
Entendemos então a verdade e a graça
Feitas carne e sangue,
Feitas cada um de nós.
Hoje, dia de Natal, comemoramos o primeiro dia
De eternidade e força,
Em que
Fizeste de nós o que tu és.

Natal de 2005