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sexta-feira, janeiro 28, 2011

Europa anti-cristã

Petição


Diário da Europa da Comissão Europeia
Todos os anos a Comissão Europeia publica um Diário Escolar Europeu destinado aos estudantes de toda a Europa.
Foram publicados 3 milhões de copias do Diário de 2010/11 para serem distribuídos gratuitamente conforme requisição dos professores.
A versão actual deste diário não menciona nenhuma festa cristã, mas incluías datas festivas islâmicas, sikes, hindus e chinesas
Não refere por exemplo o Natal recentemente te celebrado por toda a Europa.
Porque é que esta omissão não é aceitável
O papel dos cristãos na construção europeia é um facto histórico inegável.
Como é que este Diário pretende informar os jovens sobre a Europa, removendo todas as referências ao cristianismo, negando a religião que contribui e muito para a unidade.
O cristianismo é a primeira religião na Europa. Este lapso é ofensivo para muita gente. A omissão de algo tão importante para as pessoas, a omissão de valores e crenças que as pessoas partilham é intolerável.
O Cristianismo não é só um factor religioso, mas também um factor cultural e fundamental da história e identidade de muitas nações europeias. Os feriados cristãos em particular o Natal e a Pascoa, são celerados na Europa por muitas pessoas e até por não cristãos.
Sejam quais forem as razões para esta omissão dos feriados cristãos no Diário Europeu 2010/2011, com esta petição exigimos
- Que a corrente versão deste Diário Escolar não seja distribuída.
- Que no futuro o diário mencione explicitamente os feriados cristãos.

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quarta-feira, janeiro 12, 2011

DISCURSO XENÓFOBO

O discurso xenófobo tem incongruências, cretinices e desactualizações irresolúveis.

Um luxemburguês de extrema-direita, de sua graça Pierre Peters, publicou uns panfletos inflamados com o título "Auslänner eraus" (Estrangeiros, rua!). Entre os visados, pois claro, os Portugueses. E evidentemente: os estrangeiros são os responsáveis das maleitas do país.

Pois bem, que todos os estrangeiros deixem este país, e da posição de pódio de ranking mundial de PIB e de bem-estar passará para meio da tabela. Quem faria a "menage" a esse senhor, quem lhe lavaria a roupa, quem o serviria à mesa no restaurante, quem lhe lavaria o traseiro se de repente tivesse de ser internado no hospital e ficasse impossibilitado de o fazer por si próprio? Uhm… E já agora, os investidores financeiros internacionais saiam do Luxemburgo. E lá voltará esse país à condição de um Haiti da Europa e cliente privilegiado do FMI.

Não é tese defendida pela maioria os cidadãos e naturais deste país. Mas espanta-me como este discurso, no Luxemburgo ou em qualquer outro país (também o há em Portugal) ainda exista. Espanta-me tamanha falta de uso dos neurónios — para não falar do carácter racista, que é por si só motivo de vómito. Mesmo que nas franjas da sociedade, por vezes este discurso ressurge e a comunicação social dá-lhe destaque — e eis outra coisa que me espanta.


À SOMBRA DA FIGUEIRA

“«Antes de Filipe te chamar, quando estavas debaixo da figueira, já eu te tinha visto», respondeu-lhe Jesus.

Evangelho de João, 1:48


À sombra da figueira busca

a raiz do Livro da Lei

à sombra da lei da árvore de Israel

medita no lume aceso pelos cordeiros

no Templo na menorah que arde


à sombra da figueira

come a trama dos dias

e conhece de cor o aroma dos frutos


pastoreia os pensamentos tange-os

das letras para longe deste campo

passeia pelo Mar que o Senhor

fez os pais atravessarem

sem que uma gota de água

lhes molhasse os pés

e põe a mão sobre a cabeça

do último egípcio que ainda respira à tona


à sombra da figueira

faz morada no salão do palácio

onde crepita a voz e o ceptro

do Rei, o Messias que o povo espera

constrói um reino e desfaz impérios


Rui Miguel Duarte

11/01/11

domingo, janeiro 02, 2011

CONTAGEM

“Abraão lança os olhos

ao lume longínquo”

J. T. Parreira, “Contagem de estrelas”


Dissera Deus a Abraão

o pai de miríades de nações,

que contasse as estrelas

e contaria os pés

dos filhos

e dos filhos dos filhos


essas seriam as contas

amplíssimas das areias

mais do que as águas do mar

ao retirarem-se

diante das marés

dos filhos, das nações amplíssimas

do seu pai, avançando

sobre a palma da terra

e as costas dos oceanos

conquistadores dos continentes e ilhas


Abraão que contasse

que lançasse os olhos

na demora dos lumes

do céu


E Abraão contou


Abraão contou

os intervalos entre elas

Abraão contou os pêlos

da barba branca

e os intervalos

entre os cabelos

que lhe faltavam


24/12/10