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domingo, janeiro 27, 2008

Caroline Sophie n. 26/01/08 A filha da promessa




Nasceu a nossa filhinha querida. Às 23h25 locais (TMG +1) de sábado no Hôpital de Mont Saint Martin (Meurthe-et-Moselle, Lorena, França).
E todo o evento encerra um milagre e está marcado com a assinatura inconfundível do Senhor. Não um milagre como o da maravilhosa concepção biológica de cada ser humano, e moldado espiritualmente à imagem do seu Criador, como uma obra de arte única e irrepetível, de que fala o Salmo 139. Refiro-me a uma intervenção de Deus na forma como, no domínio natural, interveio na resolução de uma ou outra situação que requeriam tal intervenção, geriu sobrenaturalmente a agenda do evento e dos envolvidos (pais, avós, irmã), e o esvaziou de tensão e excessivas dores.



Em primeiro lugar, ela é linda! Perfeita! Carinha redondinha. Tão pacífica, quase só dorme, praticamente não chora, não reclama, reage bem. Só quando tem fome e frio, e mesmo assim um choro breve, que em poucos segundos cessa. E digo que é — dirão os leitores — como qualquer pai o diria de um filho ou filha. O juízo estaria viciado pelo interesse emocional envolvido. Talvez. Mas nem por isso deixa de ser linda.

Os primeiros exames pediátricos revelaram saúde.

Contarei as circunstâncias da concepção e nascimento. Quem leu a mensagem de 4 de Novembro de 2006 "De volta…" decerto se lembrará do relato que fiz da descoberta da gravidez da Cristina e do aborto às oito semanas, e o abalo que trouxe à esperança que tínhamos em ter uma menina. A Cristina fizera e consagrara votos antes do casamento por uma menina, eu próprio alimentara esse desejo no coração durante anos, mesmo antes de conhecer a mulher com quem me casei.

Todavia, a promessa de Deus foi mantida.

Consumou-se a nova gravidez, dura, preenchida de dores e desgaste físico, de azia, problemas de circulação, noites de ansiedade e insónia.
Entre os dias 18 e 27 de Janeiro, decorreu no Luxemburgo uma conferência de cura, organizada por três igrejas (lusófona, anglófona e francófona), com o evangelista Billy Smith, em que testemunhámos a confirmação de que ainda hoje Deus cura em nome do Seu Filho Jesus em resposta à fé (eu próprio senti alívio instantâneo de dores nas mãos). Numa das noites (quinta 24) o servo de Deus orou a favor de uma senhora grávida, no fim do tempo tal como a Cristina, por um parto de menos de três horas. Senti-me desafiado por essa oração e pelo testemunho de provisão financeira em momento de grande necessidade na vida de outro irmão, e a minha oferta dessa noite foi semente na esperança de um parto normal, rápido e reduzido ao mínimo de dor para a Cristina. Os meus pais pediam a Deus uma hora pequena para a Cristina, e meditaram no Salmo 100. Na quarta 24 os meus sogros vieram da Alemanha passar uns dias connosco. Eu e a minha sogra andávamos a tentar convencer a Cristina uma noite à conferência. Na noite de sexta, a Cristina, que de maneira nenhuma queria sequer sair de casa, achava-se melhor, pois tinha dormido toda a tarde, sentia-se fisicamente menos dorida, e finalmente manifestou ela própria a vontade de ir à conferência. Nessa noite, o irmão Billy Smith fora dirigido a separar um momento para orar pelas crianças. Seria uma ocasião apropriada para a Eunice e para o nascituro.

Billy Smith impôs as mãos sobre o ventre da Cristina e denunciou a existência de um pequeno problema, que seria porém resolvido. A Cristina sentiu nesse momento o ventre rodar internamente. Num curso de preparação para o parto para futuros pais e mães que frequentávamos na maternidade, ficáramos a saber que umas posições melhores do que outras para o bebé. A melhor posição é aquela em que o bebé se apresenta de cabeça, mas mesmo esta tem variantes que tornam o parto mais ou menos rápido e fácil, tanto para a equipa médica e de parteiras como para a mãe e bebé. Depende de o dorso deste estar virado para um dos lados em relação ao corpo da mãe, esquerdo ou direito, interno ou externo. Ecografias haviam revelado que a Caroline se achava de cabeça para baixo, mas virada para o lado menos adequado. Esse era o pequeno problema revelado, e que percebi que ficava nesse momento solucionado. E o servo de Deus pediu às demais mulheres grávidas presentes na sala que impusessem as mãos e com ele intercedessem pelo mesmo motivo de dois dias antes: um parto de menos de três horas. E profetizou que a nossa menina seria filha da alegria.

No sábado a Cristina passou o fim da tarde com contracções regulares. Sacos no carro, e entrámos nas urgências pouco antes das 20h30. Às 20h42 estava ligada a um electrocardiógrafo, com as contracções e os ritmos cardíacos de mãe e filha monitorizadas. O colo do útero tinha um dedo de dilatação. Era certo que passaria lá a noite, mas incerto que o parto tivesse lugar.
Uma hora e um quarto depois, as contracções continuavam, com pequenos intervalos. Fizeram-lhe uma perfusão para provocar o parto e conduziram-na à respectiva sala. Acompanhei-a. Ela pediu a epidural, mas o colo do útero dilatou tão depressa que não houve tempo para chamar o anestesista. Por volta das 23h00 arrisquei:
— O parto será até às 23h30.
No meio das dores de um parto natural, nascia a Caroline às 23h25. Estava na posição certa para um parto absolutamente rápido e fácil, com o mínimo de dor e complicações. Tranquila, sem um queixume, sem parecer estranhar coisa alguma, dir-se-ia que colabarova conscientemente em todo o processo. Pude terminar o seu primeiro banho. Orar por ela, impor-lhe as mãos e abençoá-la, sossegá-la com o som da minha voz a cantar palavras de amor, de elogio à sua doçura e de louvor a Deus.

Foi o melhor dos partos por que a Cristina passou. Após uma gravidez dura, três outros partos e dois abortos. Anteriormente, fora cortada, rasgada, submetida uma vez a cesariana, passara horas a fio de intenso sofrimento. Desta feita, perdeu demasiado sangue após o nascimento, para se lhe poder retirar a placenta, o que ocasionou quebra dos níveis de glóbulos vermelhos e, consequentemente, anemia. Não sendo porém caso extremo a ponto de receber transfusão sanguínea, uma dieta adequada e comprimidos de ferro promoverão o devido restabelecimento. E foi apenas isso. Uma hora e meia de trabalho parto propriamente dito e, desde a entrada na maternidade, cerca de duas horas e três quartos. MENOS DE TRÊS HORAS!

O bom Deus assim cumpriu. Sem acrescentar dor. E a visita dos avós maternos foi presenteada com o conhecimento da neta. Agora, estão cá os outros avós, os paternos. Todas as circunstâncias foram dirigidas e bem encaixadas pelo Mestre escultor e Senhor das nossas vidas.

Começou uma aventura…