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sexta-feira, julho 28, 2006

Sementes do Reino

Tenho andado um pouco ansioso por ainda não ter meio de sustento em França ou no Luxemburgo. Entreguei currículos em escolas privadas e ainda nenhuma resposta. Enviei e-mail com currículo para o Centro Cultural Português no Luxemburgo (Instituto Camões) e nenhuma resposta. Pretende concorrer a uma bolsa de pós-doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), normalmente abertas em permanência, mas agora fechadas e que — dizem-me — só deverão reabrir perto do fim do ano, sendo que, na melhor das hipótese, só lá para Março ou Abril as bolsas seriam atribuídas. Em Agosto, receberei o último vencimento pela escola, faltando ainda duodécimos do 13º mês.
Tenho lutado comigo mesmo por causa disto. A Cristina procura aquietar-me: não está preocupada, confia em Deus. E, com efeito, até aqui Ele sempre deu cumpriu a sua provisão e não me faltou trabalho, nem alguma vez me vi em especial crise de fé por tal. E Jesus bem adverte: a preocupação não acrescenta um centímetro à nossa estatura (Mat. 6:27)!
Porém, na minha carne — na minha humanidade —, a luta declarava-se, e cabia-me discipliná-la, pela determinação em confiar no cuidado do Pai. Pensava, meditava o que poderia eu semear de especial para a tão desejada colheita. Ontem à noite, mais uma vez, fomos à reunião de oração na nossa igreja no Luxemburgo. Como sempre, iniciou-se com estudo bíblico sobre um tema. Ontem, Constituição do Reino.
Uma das leis da Constituição do Reino é precisamente o da sementeira e colheita. Tanto mais quando se semeia no Reino de Deus. Prov. 19:17 Deus diz-nos que a dávida ao pobre ou necessitado é, na realidade, empréstimo ao próprio Deus, que paga com juros altíssimos. Jesus fala no cêntuplo (Marc. 10:29-31)! A viúva de Sarepta (1 Reis 17) foi um desses casos: embora pobre e prestes a morrer à fome com seu filho, seguiu o que o Senhor a inspirara a fazer: do que não tinha para si mesma, sustentou outro pobre, que vivia de ofertas, o profeta Elias. E para si granjeou a gratidão de Deus, conforme a Sua promessa. Imagine-se alguém que tem 700 €, faltando-lhe 800 € para o pagamento de uma dívida de 1500 €. Aparece outra pessoa, que precisa precisamente, e com urgência, desses 700 €. Que fará a primeira pessoa? Pode ou não ser uma oportunidade que Deus lhe dá e a que a convoca para abençoar outrem? E quem abençoa será abençoado. A quem dá será dado: "boa medida, recalcada, sacudida e transbordante". Quem abençoa está, em última análise, a abençoar a si mesmo.
Estes são princípios instituídos por Deus, e que parecem funcionar universalmente, como as leis da física. Mesmo com homens e mulheres perdidos, ímpios, que não conhecem a salvação em Cristo Jesus. A sabedoria secular, humanista, reconhece-os, e pregam-na os inúmeros "powerpoints" que circulam nos e-mails, como se fosse a última descoberta da sabeoria humana. Os Judeus, apesar de não salvos, têm prosperado ao longo de séculos porquê? Não será por aplicarem esses princípios, exarados nas Torah, na Lei, nos Salmos, nos Profetas e outros escritos, no conjunto dos livros que constituem o nosso Antigo Testamento?

Quanto a mim, o estudo de ontem tranquilamente veio ao encontro dos meus cuidados. Renovou-me o entendimento, relembrou-me princípios conhecidos, restituiu-me alguma calma ao coração, alimentou-me a fé e trouxe-me de volta ao terreno conhecido, embora não sempre e persistentemente trilhado, da confiança e descanso em Deus.

Para já, ocupo-me a descansar, avançar o trabalho de revisão e tradução do Antigo Testamento no âmbito da comissão da tradução interconfessional em português corrente "A Boa Nova" da Sociedade Bíblica, de que faço parte, e penso na tradução de parte da minha tese para publicação. E, enquanto a Cristina vai trabalhar, faço de "dono-de-casa" e "baby-sitter" da sua filha mais nova. E divirto-me nestas primeiras semanas de casamento.

Que vida abundante! E a abundância consiste precisamente em fazer render ao máximo o talento recebido e viver o mal (e o bem) próprio de cada dia, com o recurso adicional da alegria de Deus introduzida no nosso espírito pelo Seu Espírito.

quarta-feira, julho 19, 2006

Fico assim sem ti

Avião sem asa,
Fogueira sem brasa
Sou eu assim sem ti
Futebol sem bola
Cowboy sem pistola
Sou eu assim sem ti

Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo o instante
Nem mil altifalantes
vão poder falar por mim

Amor sem beijinho
Chelsea sem Mourinho
Sou eu assim sem ti
Bacalhau sem nata
Leitão sem batata
Sou eu assim sem ti

Estou louco pra me pôr a andar
Estou louco pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração

Eu não existo longe de ti
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas
Pra poder te ver
Mas o relógio está de mal comigo
Porquê? Porquê?

Queijo sem fiambre
França sem Zidane 
Sou eu assim sem ti
Carro sem estrada
Cachorro sem mostarda
Sou eu assim sem ti

Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo o instante
Nem mil altifalantes 
vão poder falar por mim

Eu não existo longe de ti
E a solidão foi o meu pior castigo
Contei as horas pra poder te ver
Mas já o relógio está de bem comigo


Versão adaptada da canção "Fico assim sem você" de Adrianda Calcanhoto, dedicada em absoluta estreia mundial à minha esposa, em plena boda

segunda-feira, julho 17, 2006

"Highlights" do casamento de Cristina e Rui — CCVA Aveiro 8 de Julho de 2006

















A todos os amigos e visitantes bloggers que me desejaram felicidades a mim e à minha esposa, retribuo com votos de uma colheita de cem para cada grão semeado.
A partir de agora, e aos poucos, voltarei a cuidar deste espaço bem como a visitar os meus congéneros.

Bem hajam e bênçãos de Deus.

quinta-feira, julho 06, 2006

Licença de casamento

Estarei brevemente ausente, por bons motivos: licença de casamento. Lá para dia 16 estarei de volta, a partir de Saulnes, França.
Bênçãos a todos.

domingo, julho 02, 2006

Cheiro de Cristo na relva

Lúcio

A selecção brasileira de futebol foi eliminada do Campeonato do Mundo, sem brilho nem glória. Porém, se a sua prestação foi decepcionante desportivamente, não o foi de todo nesse plano felizmente tão valorizado como o do jogo limpo, em inglês fair play.
Boa parte dos jogadores brasileiros é cristã. Assim costuma ser. Um deles, Lúcio, jogador do Bayern de Munique, perfez até ao jogo de ontem, com a França, 386 minutos sem fazer uma falta, batendo por 3 m o anterior máximo que pertencia ao paraguaio Carlos Gamarra, desde o Mundial de 1998. Cometeu uma falta aos 26 sobre Thierry Henry e aos 75 outra mereceu-lhe cartão amarelo. Como não vi o jogo, não sei que razões houve para a mostragem do cartão. Telvez tenha sido uma daquelas faltas não necessariamente violentas mas necessárias para parar o avanço perigoso de um adversário…
Merece, em todo o caso, os parabéns, para a glória de Cristo Jesus, por este record.